A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master provocou reação imediata entre parlamentares da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e ampliou a tensão política em Brasília. Toffoli deixou a condução do processo após reunião com os demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça.
A mudança foi interpretada por congressistas como um sinal de que as investigações podem avançar sem interferências. Mendonça passa a concentrar duas relatorias consideradas sensíveis dentro do Palácio do Planalto: além do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, ele também é relator da ação relacionada ao escândalo no INSS, que menciona Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Reação imediata da oposição
Nas redes sociais, deputados comemoraram a saída de Toffoli e manifestaram apoio ao novo relator. A deputada Bia Kicis classificou a mudança como uma “grande notícia” e afirmou esperar que a Justiça seja feita. Já o deputado Nikolas Ferreira desejou força e coragem a Mendonça para “enfrentar o mal”, em referência ao que considera um ambiente de blindagem política em torno do caso.
O deputado Mario Frias declarou esperar que o processo passe a ser tratado “com seriedade, sem blindagem e sem jogo de bastidor”. No mesmo tom, Carlos Jordy afirmou que a mudança representa “sinais de tempos melhores”, mas reforçou que a oposição seguirá pressionando pela instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.
Caso Banco Master e pressão política
O inquérito sobre o Banco Master envolve suspeitas de fraudes financeiras e operações irregulares de grande vulto, com desdobramentos que atingem o sistema político e o Judiciário. A permanência do caso sob a relatoria de Toffoli vinha sendo alvo de críticas da oposição, que apontava decisões anteriores do ministro como favoráveis a investigados em outros processos de corrupção.
Com a redistribuição para André Mendonça, parlamentares avaliam que o STF envia um recado de maior rigor institucional. Ao mesmo tempo, o fato de o ministro também relatar o caso do INSS amplia a apreensão no núcleo político do governo, já pressionado por denúncias que atingem diretamente o entorno presidencial.
A expectativa agora é que os próximos despachos do novo relator indiquem se o caso avançará com maior transparência e se haverá espaço para aprofundar investigações que, segundo a oposição, foram travadas nos últimos meses.

























