Fiscalização com IA, drones e câmeras promete cerco rigoroso nas BRs do Espírito Santo no Carnaval 2026

Quem pegar as rodovias federais do Espírito Santo durante o Carnaval de 2026 vai encontrar um cenário de fiscalização reforçada e altamente tecnológica. A Operação Carnaval, da Polícia Rodoviária Federal, aposta em câmeras com Inteligência Artificial (IA), drones e radares com registro de imagem para monitorar, em tempo real, as principais BRs que cortam o Estado.

Entre as estratégias está o uso de sistemas avançados de videomonitoramento, capazes de identificar automaticamente infrações como não uso do cinto de segurança, manuseio de celular ao volante, excesso de lotação e transporte irregular de passageiros. As imagens são analisadas por softwares de IA e encaminhadas diretamente às equipes em campo.

Todos os equipamentos estão integrados ao Centro de Comando e Controle Regional da PRF, que acompanha o fluxo das rodovias em tempo real e direciona as viaturas conforme a necessidade. A promessa é ampliar a capacidade de resposta e coibir condutas de risco, especialmente em períodos de grande movimento.

meras de alta resolução equipadas com inteligência artificial e tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), que permite a leitura automática das placas dos veículos.

Instalados em pontos estratégicos, os equipamentos contam com sistema de infravermelho e iluminadores, garantindo imagens nítidas inclusive à noite, sem causar ofuscamento aos motoristas. O software consegue identificar irregularidades mesmo em veículos em alta velocidade.

Nesta fase inicial, o sistema detecta infrações como ausência do cinto de segurança, uso de celular ao volante e transporte de crianças ou animais no banco dianteiro, entre outras condutas consideradas de alto risco. Policiais rodoviários federais passaram por treinamento específico, e a tecnologia já está em operação.

Além das câmeras fixas, drones serão utilizados como ferramenta de observação aérea, principalmente para flagrar ultrapassagens proibidas e manobras perigosas em trechos de pista simples ou com visibilidade reduzida. O controle de velocidade também será intensificado, com atenção especial às BR-101 e BR-262, que concentram maior fluxo de veículos durante o feriado.

Restrição para veículos de carga

Durante o Carnaval, a PRF também adotará restrição temporária de tráfego para determinados veículos de carga nas rodovias federais de pista simples no Espírito Santo. A medida busca melhorar a fluidez do trânsito e reduzir o risco de acidentes nos dias de maior movimentação.

A restrição está prevista na Portaria DIOP/PRF nº 12, de 30 de janeiro de 2026, e vale para veículos ou combinações de veículos, com ou sem Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE), que ultrapassem qualquer um dos seguintes limites:

  • 2,60 metros de largura
  • 4,40 metros de altura
  • 19,80 metros de comprimento
  • 58,5 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC)

Dias e horários das restrições

  • 13/02 (sexta-feira): 16h às 22h
  • 14/02 (sábado): 6h às 12h
  • 17/02 (terça-feira): 16h às 22h
  • 18/02 (quarta-feira): 6h às 12h

Com o uso intensivo de tecnologia e regras mais rígidas, a PRF aposta em um Carnaval mais seguro nas rodovias federais capixabas, deixando claro que a imprudência ao volante será monitorada de perto.

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Redação O Fator Brasil

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A frase tem sido repetida nos últimos carnavais e é sempre atual: “NÃO É NÃO!”. Em tempos de folia, é necessário lembrar que aquilo que não é divertido para todo mundo, não deve ser encarado como brincadeira, nem paquera. A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), aproveita a data mais festiva do ano para esclarecer que a importunação sexual é crime e que o corpo, a liberdade e a dignidade sexual da mulher devem ser respeitados, não só no Carnaval, mas em todos os dias do ano.

“Vamos todos curtir o carnaval e os bloquinhos com respeito às mulheres! Passou da hora de todos entenderem que, para vivermos em uma sociedade com igualdade de fato, temos que viver com RESPEITO! Nesse Carnaval, curta a folia com respeito. Respeite o corpo, a liberdade e a dignidade sexual da mulher. A importunação sexual é crime!”, enfatizou a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), delegada Cláudia Dematté.

A delegada explicou que as atualizações legislativas ocorridas nos últimos anos mudaram a forma como a Justiça trata a violência contra a dignidade sexual da mulher. Hoje, a legislação brasileira prevê os crimes de estupro, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual, entre outros que violam a dignidade, a liberdade sexual e o corpo feminino.

O crime de importunação sexual consiste em praticar contra alguém, e sem a anuência, ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. A importunação sexual era considerada contravenção até 2018, sendo cabível pena de multa. Com a lei 13.718, de 2018, a importunação sexual passou a ser crime, com pena de reclusão de 1 a 5 anos, se o ato não constitui crime mais grave.

“Por vezes, infelizmente, temos esse tipo de conduta repugnante praticada principalmente por homens em desfavor de mulheres em locais de grandes aglomerações, como shows, ônibus, vagões de trens, metrôs e blocos de carnaval. Com essa tipificação penal, a lei tornou crime casos como foi visto no Brasil nos últimos tempos, de homens que se masturbaram e ejacularam em mulheres em ônibus e metrôs. Homens que, durante festas e blocos de carnaval, por exemplo, passam a mão nas partes íntimas e seios das mulheres. Condutas como estas são repugnantes, ferem a dignidade sexual da mulher e devem ser punidas com rigor”, afirmou Cláudia Dematté.

O crime de assédio sexual defino no código penal ocorre quando o autor constrange alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se da própria condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. A pena é de detenção de 1 a 2 anos.

Se houver o emprego de violência ou grave ameaça para que a vítima pratique conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso, pode ter configurada a prática de crime de estupro, cuja pena é de reclusão de 6 a 10 anos.

Orientações:

1 – A mulher que for vítima de crime contra a dignidade sexual não deve se calar. Se o crime estiver ocorrendo naquele momento, acione a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) pelo Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) 190, pois o autor poderá ser preso em flagrante. Se não for possível acionar a polícia imediatamente, a vítima deve procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do município onde ocorreu o fato ou a uma Delegacia Regional que funciona 24 horas, para registrar o Boletim de Ocorrência, que vai dar início a uma investigação.

A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master provocou reação imediata entre parlamentares da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e ampliou a tensão política em Brasília. Toffoli deixou a condução do processo após reunião com os demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça.

A mudança foi interpretada por congressistas como um sinal de que as investigações podem avançar sem interferências. Mendonça passa a concentrar duas relatorias consideradas sensíveis dentro do Palácio do Planalto: além do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, ele também é relator da ação relacionada ao escândalo no INSS, que menciona Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Reação imediata da oposição

Nas redes sociais, deputados comemoraram a saída de Toffoli e manifestaram apoio ao novo relator. A deputada Bia Kicis classificou a mudança como uma “grande notícia” e afirmou esperar que a Justiça seja feita. Já o deputado Nikolas Ferreira desejou força e coragem a Mendonça para “enfrentar o mal”, em referência ao que considera um ambiente de blindagem política em torno do caso.

O deputado Mario Frias declarou esperar que o processo passe a ser tratado “com seriedade, sem blindagem e sem jogo de bastidor”. No mesmo tom, Carlos Jordy afirmou que a mudança representa “sinais de tempos melhores”, mas reforçou que a oposição seguirá pressionando pela instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

Caso Banco Master e pressão política

O inquérito sobre o Banco Master envolve suspeitas de fraudes financeiras e operações irregulares de grande vulto, com desdobramentos que atingem o sistema político e o Judiciário. A permanência do caso sob a relatoria de Toffoli vinha sendo alvo de críticas da oposição, que apontava decisões anteriores do ministro como favoráveis a investigados em outros processos de corrupção.

Com a redistribuição para André Mendonça, parlamentares avaliam que o STF envia um recado de maior rigor institucional. Ao mesmo tempo, o fato de o ministro também relatar o caso do INSS amplia a apreensão no núcleo político do governo, já pressionado por denúncias que atingem diretamente o entorno presidencial.

A expectativa agora é que os próximos despachos do novo relator indiquem se o caso avançará com maior transparência e se haverá espaço para aprofundar investigações que, segundo a oposição, foram travadas nos últimos meses.

A Polícia Federal encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, um relatório que detalha a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto das investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master. O documento também abre margem para a análise de registros que citam o ministro Alexandre de Moraes.

No ofício enviado a Fachin, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informa que conversas extraídas do telefone celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, contêm menções recorrentes a Alexandre de Moraes. Segundo a PF, os diálogos fazem referência, inclusive, a pagamentos que sugeririam uma relação de proximidade entre o ministro do STF e o empresário. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo.

Em dezembro, veio a público que Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, firmou contrato com o Banco Master que prevê repasses de R$ 130 milhões ao longo de três anos para atuação junto a órgãos dos três Poderes da República. Até o momento, não foram identificadas evidências de serviços compatíveis com o valor estipulado no contrato. Nem Viviane Barci nem o ministro Alexandre de Moraes apresentaram esclarecimentos públicos detalhados sobre o acordo.

O relatório que menciona Alexandre de Moraes ainda não foi oficialmente encaminhado a Edson Fachin. Nos bastidores, havia a avaliação de investigadores de que, caso o material permanecesse sob a relatoria de Dias Toffoli, que anteriormente conduzia o processo e adotou decisões consideradas divergentes da linha defendida pela Polícia Federal, poderia haver risco de arquivamento das apurações.

Com a saída de Toffoli da relatoria, o caso foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça. A mudança alterou o cenário interno no Supremo e ampliou a pressão sobre os investigados, além de reforçar a expectativa de avanço nas apurações sobre as conexões entre o Banco Master e integrantes da mais alta cúpula do Judiciário.

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