Deputado afirma que sanções econômicas e até ações militares podem ocorrer após condenação de Jair Bolsonaro pelo STF
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a provocar repercussão internacional ao afirmar que os Estados Unidos estariam preparando uma reação dura contra o Brasil, em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em transmissão ao vivo, ele declarou que “vem artilharia pesada contra o Brasil” e sugeriu que o governo norte-americano poderia adotar medidas de retaliação.
Segundo Eduardo, sanções econômicas e pressões militares não estão descartadas. Ele chegou a mencionar a possibilidade de envio de caças F-35 e navios de guerra ao território brasileiro caso, em sua avaliação, não haja eleições “transparentes”. O deputado também tem atuado em Washington para tentar ampliar sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, como Alexandre de Moraes.
As declarações geraram críticas tanto no Brasil quanto no exterior. No Itamaraty, a avaliação é de que se trata de uma tentativa de internacionalizar uma crise interna, um gesto que coloca em risco a soberania nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu afirmando que o país “não teme sanções” e que a democracia será preservada.
Nos Estados Unidos, parlamentares republicanos, como o senador Marco Rubio, já sinalizaram que uma “resposta” ao Brasil será considerada após a condenação de Bolsonaro. Especialistas destacam, no entanto, que a possibilidade de medidas militares, mencionadas por Eduardo Bolsonaro, é remota, e que a discussão deve se restringir, na prática, a sanções econômicas ou diplomáticas.
Analistas políticos avaliam que a retórica do deputado serve a dois objetivos claros: mobilizar a base de apoiadores do ex-presidente e pressionar o Judiciário. Ao mesmo tempo, ela eleva a tensão nas relações internacionais do país, reforçando a percepção de instabilidade em Brasília e em Washington.





























