Dia do fisioterapeuta: profissionais da Rede Sesa promovem bem-estar e independência de pacientes







13 de outubro de 2024 – 08:06
#Dia do Fisioterapeuta #terapia ocupacional #Terapia respiratória


Thiago Andrade, Teresa Fernandes, Milena Fernandes – Ascom IPC, HRN, HSM, – Texto e fotos


A reabilitação dos movimentos dos membros superiores permite a pacientes mastectomizadas a retomada plena das funções no trabalho e em casa

No dia 13 de outubro (domingo), comemora-se, no Brasil, o Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional. Essenciais em diversos setores das unidades da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), esses profissionais promovem o bem-estar e a reabilitação da saúde dos pacientes. Nesta data comemorativa, vamos conhecer pessoas que exercem essas profissões, na Rede Sesa, com empatia e conhecimento.

No Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará (IPC), unidade da Sesa, a Fisioterapia cumpre papel ativo na recuperação de pacientes mastectomizadas: o trabalho realizado é fundamental após cirurgias de intervenção na mama, para a recuperação dos movimentos dos braços, dos ombros e do tórax. Pacientes são encaminhadas ao setor ainda antes da realização do procedimento cirúrgico, seja ele a retirada de um nódulo ou de toda a mama.

Silvana Costa, uma das profissionais da unidade, explica por que o encaminhamento antes da cirurgia — e não somente depois — é tão importante: “Existem orientações que podem ajudar a diminuir incômodos, dores e limitações dos movimentos. São instruções gerais sobre postura e respiração, úteis desde os primeiros momentos depois da cirurgia. Como mover ou não mover o braço da mama operada, seja no leito ou na hora de sentar, e o principal: não ter medo de se mexer”.

As sessões de fisioterapia podem ser iniciadas logo após a retirada dos pontos e o tempo de acompanhamento pode variar de semanas a meses, de acordo com as limitações apresentadas pela paciente.

A reabilitação dos movimentos dos membros superiores permite aos pacientes a retomada plena das funções no trabalho e em casa. “Não é somente mobilidade o que elas recuperam, é a autoestima também. Porque, junto com a mobilidade, vem também de volta a independência”, afirma a fisioterapeuta do IPC.

Imaculada Araújo, 63, relembra o que sentia logo após a retirada da mama direita, em 2018, por causa da cirurgia de um câncer: “A gente ouve cada coisa. Que não vai poder fazer isso ou aquilo, que vai ficar tudo limitado. Dá muito medo. Involuntariamente, o receio bloqueia o braço, a coluna, tudo. Mas quando começa a fisioterapia, aos poucos a gente vai se soltando e adquirindo uma segurança que é boa tanto para o corpo como para a mente”, diz.

“Mas deu tudo certo, graças a Deus e graças aos exercícios, ao trabalho e ao acolhimento aqui da Fisioterapia”, comenta a paciente do IPC. “Porque, sim, o acolhimento também faz parte do tratamento, também fortalece a gente”, conclui.

Fisioterapia respiratória

Com um desconforto respiratório grave, o pequeno Santiago, de cinco meses, deu entrada na emergência pediátrica do Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Sesa em Sobral. Acompanhado da mãe, a dona de casa Sandyla Maria Sousa da Costa, 32, o bebê é atendido por uma equipe multiprofissional e passa por uma série de terapias, entre as quais a fisioterapia respiratória. Sandyla diz entender a importância para o tratamento do filho. “Ele ficou bem cansadinho, respirando com dificuldade. A terapia ajuda”, garante.

Terapias respiratórias garantem conforto, otimizam tratamento e reduzem tempo de internação dos pacientes

As fisioterapias respiratórias respondem por mais de 55% dos atendimentos totais do serviço. Por mês, a equipe de 61 fisioterapeutas realiza quase 17 mil atendimentos em 18 setores do HRN, dos quais cerca de 9,5 mil são respiratórios. “Em muitos casos, a intubação do paciente é evitada com o atendimento de fisioterapia. E para os pacientes que precisam ser intubados, as terapias reduzem o tempo de internação e de necessidade do tubo”, explica a coordenadora do serviço de fisioterapia do HRN, Andressa Lira.

Entre as terapias respiratórias estão a prescrição e manejo de oxigenoterapia, remoção de secreções pulmonares e aspiração, reabilitação de pacientes com sequelas ou muito tempo internados, intubação e extubação. “A área da fisioterapia respiratória é muito ampla. O tempo de atendimento vai variar de acordo com o tipo de sintoma, se são doenças crônicas agudizadas ou patologias agudas”, explica a fisioterapeuta do HRN, Lidiane Caetano.

Os principais tipos de atendimentos acontecem em pacientes com enfermidades como pneumonia, bronquiolite, asma, além de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma doença respiratória que dificulta a respiração, ao bloquear o fluxo de ar. Há ainda casos de pacientes cardíacos ou que fizeram alguma cirurgia abdominal que precisam da atuação do profissional.

Transtornos mentais

A artesã Sara Lima, de 36 anos, é paciente do Hospital Dia Lugar de Vida, no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Há mais de um ano é acompanhada devido ao diagnóstico de esquizofrenia e ansiedade generalizada. Ela conta que passou por momentos difíceis antes do tratamento hospitalar, mas atualmente avalia que está bem melhor e já tem participado de todas as atividades oferecidas na unidade. “Além das consultas psiquiátricas, das terapias em grupo e individuais com o psicólogo e os trabalhos de arteterapia, a fisioterapia também tem sido incluída no meu tratamento. A gente aprende a respirar melhor, faz alongamento, musicoterapia e alguns exercícios. Isso tudo tem me ajudado a ficar mais calma, relaxada, com menos dores no corpo e até o meu sono melhorou”, reconhece.

O trabalho de fisioterapia com pacientes do Hospital de Saúde Mental envolve diversas abordagens para promover a reabilitação física e mental 

No HSM, a fisioterapia é indicada aos pacientes internados e ambulatoriais. De acordo com o coordenador do serviço, o fisioterapeuta Gilberto Carlos da Silva, a atividade tem impacto positivo na saúde mental, auxiliando no controle emocional, reduzindo o estresse e promovendo o bem-estar geral. Além disso, contribui para os benefícios físicos, como a melhora da mobilidade e alívio de dores.

“A fisioterapia pode ajudar no tratamento de diversos transtornos mentais, incluindo aqueles mais comuns como depressão e ansiedade, além de outros transtornos como esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar (TAB), transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e transtornos alimentares (anorexia, bulimia)”, cita o especialista.

Ele explica que as intervenções incluem exercícios de mobilidade, atividades de relaxamento, integração sensorial, reabilitação psicossocial com foco na autonomia do paciente e na reintegração social.  “Eu avalio as necessidades individuais de cada paciente, considerando as condições físicas e os diagnósticos psiquiátricos. A partir disso, aplico técnicas como alongamento, respiração profunda e relaxamento muscular progressivo, que podem ajudar a reduzir a agitação psicomotora e a ansiedade, que são comuns em muitos distúrbios psiquiátricos. As atividades físicas leves, como caminhadas, e atividades físicas moderadas podem liberar endorfinas, melhorando o humor e diminuindo os níveis de estresse e tensão”, enfatiza.






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Redação O Fator Brasil

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Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

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