Avião cai em avenida na Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, e deixa dois mortos e seis feridos

Um avião de pequeno porte caiu na manhã desta sexta-feira na Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. A queda aconteceu próximo a um ônibus na Avenida Marquês de São Vicente. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente deixou dois mortos e seis feridos. Os mortos são um ocupante e o piloto da aeronave.

  • Último story: Vídeo mostra avião momentos antes da queda em Barra Funda
  • ‘Que façamos muitos’: advogado comprou avião que caiu na Barra Funda há 2 meses e postou 1º voo

O avião bimotor seria do modelo King Air F80, com capacidade para oito pessoas, e decolou com duas pessoas por volta das 7h20 desta manhã do Aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte. O local do acidente também fica próximo ao do CT do São Paulo, Allianz Parque, Memorial da América Latina, Museu de Arte Brasileira e Museu do Futebol.

A aeronave pertence ao advogado e empreendedor Márcio Carpena, e teria sido comprada em 11 de dezembro do ano passado. Na manhã desta quinta-feira, ele postou uma foto nos stories do Instagram avisando que viajaria de São Paulo para Porto Alegre.

Foram encontrados dois corpos carbonizados dentro da aeronave. Seis pessoas com ferimentos leves foram atendidas pelas equipes de resgate. No entanto, somente duas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vergueiro, mas não tiveram o estado de saúde atualizado. Os feridos no solo são uma senhora que estava no interior do ônibus e um motociclista que passava nas proximidades.

  • Estatística: Número de mortes em acidentes aéreos cresceu 92% em 2024 e bateu recorde; este ano já teve 19 ocorrências

Apesar de um ônibus ter sido atingido pela aeronave, o veículo não estava cheio porque ia no “sentido bairro”, segundo o major Felipe Neves, porta-voz da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A linha 8500 havia partido do terminal Barra Funda e ia sentido Terminal Pirituba, na Zona Noroeste.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou as informações sobre o acidente em um post nas redes sociais nesta manhã. “Nossas equipes estão empenhadas na ocorrência da queda de um avião bimotor na Av. Marquês de São Vicente, em São Paulo. O Corpo de Bombeiros fez o controle das chamas. Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica também apoiam a ocorrência”, escreveu no post.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também lamentou o acidente e afirmou que disponibilizou “todas as estruturas de atendimento para socorro às vítimas”, como funcionários da Defesa Civil, SAMU, além de agentes de trânsito e do setor de transporte.

Pelas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lamentou o acidente e destacou “a atuação rápida do Corpo de Bombeiros que em poucos minutos apagou as chamas do acidente, evitando que a tragédia fosse ainda maior”. “Meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas”, escreveu.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que foram acionados para local investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), localizado em São Paulo (SP). “Na ação inicial são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado que realiza a coleta e a confirmação de dados, a preservação dos elementos, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias à investigação”, afirma o comunicado.

Fumaça chama atenção de curiosos

Fumaça após queda de avião de pequeno porte na Barra Funda, em SP — Foto: Reprodução

O motorista Giovani de Noronha estava perto do local quando o avião caiu. Segundo ele, o motorista de ônibus envolvido no acidente tentou apagar as chamas, sem sucesso.

— Ele estava em choque, foi levado pela ambulância — disse.

— Ninguém imagina uma tragédia desse tamanho — completou. Noronha disse que chegou ao local após ver a fumaça causada pelo acidente.

O acidente reuniu curiosos, a maioria demonstrou preocupação pelo acidente ter acontecido próximo a um ponto de ônibus

Por conta do acidente, dez linhas de ônibus que passam na Avenida Marquês de São Vicente foram desviados. Segundo a SPTrans, os ônibus que vierem da Ponte de Piqueri devem seguir pelo Viaduto da Lapa, e quem vem da Marquês de São Vicente deverá seguir pela Avenida Pompeia ou pela Ponte Júlio de Mesquita Neto. Ficam alteradas as seguintes linhas, até que o local do acidente seja liberado — o que não tem previsão para ocorrer, já que o local ainda será periciado:

  • 129F/41 Conexão Petrônio Portela – Pça. do Correio
  • 209P/1 Cachoeirinha – Term. Pinheiros
  • 209P/10 Cachoeirinha – Term. Pinheiros
  • 8500/10 Term. Pirituba – Metrô Barra Funda
  • 8528/10 Jd. Guarani – Pça. do Correio
  • 8544/10 Cid. D’abril 3ª Gleba – Pça. do Correio
  • 8600/10 Term. Pirituba – Lgo. do Paissandú
  • 8600/22 Vl. Iório – Lgo. do Paissandú
  • 9501/10 Term. Cachoeirinha – Lgo. do Paissandú
  • 978A/10 Term. Cachoeirinha – Metrô Barra Funda

Foto de Redação O Fator Brasil

Redação O Fator Brasil

O Fator Brasil é um portal de notícias que acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais acontecimentos do Espírito Santo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

Tendência

plugins premium WordPress
O Fator Brasil