Eleições 2024: Tudo aberto em Vitória

Mais de 70% do eleitorado da capital ainda não sabe em quem votar para prefeito

A pesquisa realizada pela Paraná Pesquisa, encomendada pelo Grupo Bandeirantes e divulgada no mês passado, mostrou que 72,1% dos eleitores de Vitória ainda não sabem em quem vão votar. Foi o que apontou os dados da pesquisa espontânea, com 67,8% não sabe/não respondeu, somados com 4,3% de nenhum/branco/nulo.

Esses números abrem a disputa e corroboram para o fenômeno das últimas três eleições para prefeito de Vitória, onde quem saiu na frente das pesquisas não levou a disputa. Em 2012, Luiz Paulo tinha 46% contra 20% de Luciano Rezende, que venceu a disputa. O mesmo aconteceu em 2016, Amaro Neto liderava com 33%, Luciano Rezende tinha 24%, ele novamente virou e venceu. Já em 2020, João Coser e Fabrício Gandini estavam empatados com 22% cada, contra apenas 10% de Pazolini, deu Pazolini.

O professor e especialista político Isaac Silva comentou sobre o cenário da corrida eleitoral da capital: “Apesar das pesquisas trazerem o atual prefeito na liderança, a realidade é bem diferente das impressões. Quando o assunto é pesquisa espontânea, estamos falando de amostragens sem tendências e influências, é uma decisão mais pura do eleitor, que mostra o seu grau de lembrança e interesse no processo eleitoral. 72,1% de indecisos ou de quem não sabe em quem votar na espontânea é muita coisa, coloca praticamente todos os pré-candidatos no páreo e pode servir de sinal de alerta para a situação”.

Isaac Silva, professor e especialista político

Vale lembrar que na pesquisa espontânea não são apresentados nomes dos candidatos e o entrevistado não é estimulado por nenhum tipo de lista, quando questionado em quem pretende votar. O levantamento espontâneo é mais próximo do real sentimento do eleitor e busca aferir, principalmente, a lembrança que o eleitor tem dos atores políticos e o seu atual grau de interesse nas eleições.

A Paraná Pesquisas ouviu 800 eleitores de Vitória entre os dias 17 e 22 de maio. Até o momento, a disputa para prefeito de Vitória tem sete pré-candidatos definidos:

  • Camila Valadão (PSOL)
  • Capitã Estéfane (PODEMOS)
  • Capitão Assumção (PL)
  • Du (AVANTE)
  • João Coser (PT)
  • Lorenzo Pazolini (REPUBLICANOS)
  • Luiz Paulo (PSDB)
Foto de Redação O Fator Brasil

Redação O Fator Brasil

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A arrecadação federal alcançou o maior valor da história para o mês de janeiro sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dados divulgados nesta terça-feira, 24, pela Receita Federal apontam que o recolhimento de impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 325,8 bilhões no primeiro mês do ano.

O montante representa aumento real de 3,56% em relação a janeiro do ano passado, quando a arrecadação atingiu R$ 314,54 bilhões, já corrigidos pela inflação. Segundo o órgão, trata-se do maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, consolidando um recorde absoluto em termos nominais e reais ao longo de 32 anos.

O resultado ocorre em meio ao reforço das receitas federais e à adoção de novas medidas tributárias pelo Executivo.

No mesmo dia da divulgação dos dados, ganhou destaque a decisão do governo de elevar o Imposto de Importação para 1.252 produtos dos setores de máquinas, equipamentos e tecnologia, incluindo computadores e smartphones. A medida foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior e entra em vigor em março.

As novas alíquotas variam entre 7,2% e 25%, com faixas intermediárias de 10%, 12,6%, 15% e 20%. O governo sustenta que a recomposição tarifária busca proteger a indústria nacional.

A Associação Brasileira dos Importadores, por sua vez, avalia que a elevação pode impactar preços e custos de produção. A entidade citou como exemplo o aumento da alíquota de smartphones, que passou de 16% para 20% em fevereiro de 2026.

Segundo a associação, parte relevante dos produtos atingidos corresponde a bens intermediários e componentes utilizados na indústria nacional, o que pode pressionar cadeias produtivas integradas e afetar o planejamento industrial, especialmente em setores dependentes de insumos importados.

Uma enquete realizada no último dia 15 no Instagram avaliou o primeiro ano de gestão do prefeito Weverson Meireles à frente da Prefeitura da Serra. O resultado aponta aumento na percepção negativa em comparação com o levantamento feito aos seis meses de mandato.

Na enquete mais recente, 62% dos participantes classificaram a gestão como “Ruim”. Outros 19% avaliaram como “Regular” e 19% como “Bom”. Ao todo, foram registrados 1.507 votos para “Ruim”, 451 para “Regular” e 443 para “Bom”. A votação ficou disponível por 24 horas.

Comparação com os seis meses

Em julho do ano passado, quando o prefeito completou seis meses no cargo, já havia sido feita a mesma pergunta. Na ocasião, 59% avaliaram como “Ruim”, 23% como “Regular” e 18% como “Bom”.

Na comparação entre os dois períodos, a avaliação negativa subiu de 59% para 62%. A avaliação “Regular” caiu de 23% para 19%. Já a avaliação “Bom” passou de 18% para 19%, oscilação considerada estável.

Contexto do primeiro ano

Weverson Meireles assumiu o comando do município em janeiro de 2025, com apoio do então prefeito Sérgio Vidigal, ambos do Partido Democrático Trabalhista. Desde o início da gestão, a administração tem sido alvo de críticas relacionadas a decisões administrativas e temas de impacto direto na população.

A enquete foi feita pelo instagram do Portal Serra Noticiários e não possui caráter científico, mas funciona como indicativo da percepção dos participantes sobre a condução do município.

O ex-presidente Jair Bolsonaro definiu os nomes que pretende apoiar para o Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. A escolha recaiu sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis, ambas filiadas ao Partido Liberal.

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A estratégia do grupo prevê apoio à vice-governadora Celina Leão, do Progressistas, como candidata ao governo do Distrito Federal. No mesmo campo político, o atual governador Ibaneis Rocha, do Movimento Democrático Brasileiro, mantém pré-candidatura ao Senado.

Ibaneis afirmou que continuará trabalhando para a construção de um único palanque de centro-direita no DF. Segundo ele, o objetivo é evitar divisão no campo conservador. O governador declarou compreender a fidelidade da família Bolsonaro a Bia Kicis, a quem classificou como uma das principais defensoras do grupo político.

O desenho eleitoral no Distrito Federal antecipa uma disputa intensa dentro do próprio espectro da direita, com articulações em curso para definir alianças e consolidar candidaturas até 2026.

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