Governo Lula trava avanço de projeto que classifica facções e milícias como terroristas

A votação do projeto que propõe enquadrar facções criminosas e milícias como organizações terroristas foi adiada mais uma vez pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O presidente do colegiado, Paulo Azi (União Brasil-BA), confirmou nesta sexta-feira (7) que o parecer não será analisado na próxima semana.

Já é a quarta vez que o tema fica para depois. As últimas sessões da comissão foram suspensas por causa da pauta prioritária do plenário principal da Casa, o que tem travado o avanço da proposta.

O texto é de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) e altera a Lei nº 13.260/2016, conhecida como Lei Antiterrorismo. A ideia é incluir no texto legal que também sejam considerados atos de terrorismo aqueles praticados com motivação de domínio territorial ou em retaliação a políticas públicas, quando causarem terror social ou ameaça à ordem pública.

Na prática, facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) poderiam ser enquadradas nessa nova tipificação, o que ampliaria o rigor das penas e os instrumentos legais de combate a esses grupos.

Danilo Forte defende que o país precisa reagir com firmeza à força das organizações criminosas, que já controlam comunidades inteiras e desafiam o poder do Estado.

“O Brasil não pode continuar permitindo que o crime organizado dite regras dentro do território nacional. É preciso dar uma resposta firme e institucional a quem afronta a ordem pública e o poder do Estado”, disse o parlamentar.

Apesar do apoio de boa parte da bancada da segurança pública, o projeto enfrenta forte resistência do governo Lula, que se posicionou contra a mudança.

O Planalto argumenta que as facções não têm motivação política ou ideológica, o que as diferencia de grupos terroristas, e teme que a ampliação da Lei Antiterrorismo abra espaço para interferências de forças estrangeiras em investigações dentro do Brasil.

Com o impasse, o projeto segue parado na CCJ, sem nova data para votação.

Nos bastidores, deputados ligados à segurança pública afirmam que a demora é mais política do que técnica. O tema divide o Congresso e expõe um contraste entre duas visões: a de quem cobra medidas mais duras contra o crime e a de quem teme que o endurecimento da lei traga efeitos colaterais jurídicos e diplomáticos.

Enquanto a discussão se arrasta em Brasília, o país continua assistindo ao avanço das facções nas ruas e dentro dos presídios, um problema que, a cada adiamento, se torna ainda mais difícil de conter.

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Redação O Fator Brasil

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu com dureza a uma alegoria apresentada pela Acadêmicos de Niterói no desfile do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, realizado na noite deste domingo (15). A escola levou à Sapucaí um carro alegórico que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas incluiu a figura de um palhaço atrás das grades, vestido com uniforme de presidiário e usando uma tornozeleira eletrônica danificada.

A imagem gerou forte repercussão nas redes sociais. Michelle Bolsonaro se manifestou por meio de uma publicação, na qual contestou a narrativa implícita na alegoria e fez referência direta às condenações judiciais que levaram Lula à prisão no passado.

“Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu a ex-primeira-dama, ao compartilhar um vídeo do carro alegórico exibido pela escola.

Segundo a Acadêmicos de Niterói, a alegoria fazia parte de um conjunto simbólico que buscava retratar “retrocessos em políticas públicas”. Ainda assim, a representação foi interpretada por críticos como uma tentativa de relativizar ou reescrever episódios amplamente documentados da história recente do país.

Neste ano, a escola fez sua estreia no Grupo Especial com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória política do presidente. A escolha do tema e das imagens reforçou a politização do desfile e provocou reações de indignação fora da avenida, sobretudo entre eleitores conservadores.

A manifestação de Michelle Bolsonaro ecoou esse sentimento e reacendeu o debate sobre o uso do carnaval como palco para narrativas políticas e ideológicas, em um momento de forte polarização no país.

O Carnaval no Espírito Santo começa com tempo firme e características típicas do verão. De acordo com a previsão da Coordenação de Meteorologia do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), os primeiros dias do período carnavalesco terão predomínio de sol, pouca nebulosidade e temperaturas elevadas em todas as regiões do Estado, favorecendo eventos ao ar livre, turismo e deslocamentos.

Entre segunda-feira (16) e quarta-feira (18), considerados os principais dias de Carnaval, o padrão de tempo firme permanece. O céu segue com poucas nuvens, não há previsão de chuva e o calor continua predominando. No litoral, os ventos variam entre fracos e moderados, com possibilidade pontual de rajadas na quarta-feira, especialmente entre o litoral sul e a Grande Vitória.

A partir de quinta-feira (19), o tempo começa a apresentar mudanças em parte do Estado. O dia ainda será quente e abafado, mas há previsão de pancadas de chuva com trovoadas a partir da tarde nas regiões Sul, Serrana e em áreas do Noroeste, avançando à noite para o litoral sul e a Grande Vitória. Nas demais regiões, não são esperadas chuvas significativas nesse dia.

Com a mudança no padrão atmosférico, as temperaturas máximas devem apresentar queda nos dias seguintes, reduzindo a sensação de calor. Na sexta-feira (20), o tempo permanece instável em algumas áreas, com chuva na madrugada e manhã no litoral norte e novas pancadas de chuva com trovoadas à tarde e à noite nas regiões Sul, Serrana, Noroeste, além do litoral sul e da Grande Vitória.

Segundo o coordenador de Meteorologia do Incaper, Hugo Ramos, a orientação é aproveitar os primeiros dias de tempo firme, mas manter atenção às atualizações da previsão e redobrar os cuidados com a saúde durante o período de calor intenso. “As temperaturas elevadas, o tempo mais seco e os altos índices de radiação solar, comuns nesta época do verão, exigem atenção especial com hidratação frequente, uso de protetor solar, roupas leves e evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior calor. Já na segunda metade da semana, aumenta a possibilidade de instabilidade em parte do Estado, o que reforça a importância de acompanhar constantemente as condições meteorológicas”, destaca.

A equipe da Coordenação de Meteorologia do Incaper segue monitorando continuamente o comportamento do tempo no Espírito Santo. Informações detalhadas e atualizadas podem ser consultadas no portal meteorologia.incaper.es.gov.br.

O cantor Bell Marques protagonizou uma cena de generosidade que chamou a atenção de foliões em Salvador, na noite do último sábado (14), durante o Carnaval no circuito Barra-Ondina.

Ao se aproximar do trecho final do percurso, Bell avistou uma vendedora ambulante tentando improvisar a tampa quebrada de um isopor para continuar trabalhando. Sensibilizado com a situação, o artista decidiu abordar a trabalhadora e perguntou quanto custava toda a mercadoria para que ela pudesse ir para casa descansar.

Inicialmente, a ambulante pediu R$ 5 mil. Bell, no entanto, considerou o valor incompatível com a quantidade de produtos e fez uma contraproposta: R$ 2 mil. O cantor explicou que não estava comprando “um bar inteiro”, mas ajudando de maneira justa, e ainda garantiu que a vendedora poderia ficar com toda a mercadoria.

“Vou te dar R$ 2 mil e você fica com a mercadoria para você. Aí você decide o que fazer com ela”, disse Bell, em meio aos foliões.

A reação da vendedora foi imediata. Emocionada, ela comemorou, pulou, gritou e celebrou o gesto ao lado do público que acompanhava a cena, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais como um dos momentos mais comentados do Carnaval de Salvador.

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