A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que articula uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a parlamentar, o encontro está agendado para a próxima segunda-feira (19).

A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), após a transferência de Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, mais especificamente para a unidade conhecida como “Papudinha”, dentro do complexo penitenciário. Para Damares, a situação do ex-presidente configura uma violação de direitos fundamentais.

“O que estamos assistindo com o nosso eterno presidente Jair Bolsonaro é uma violação brutal dos Direitos Humanos”, afirmou a senadora. Ela sustenta que a detenção desconsidera as condições de saúde do ex-chefe do Executivo.


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que articula uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a parlamentar, o encontro está agendado para a próxima segunda-feira (19).

A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), após a transferência de Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, mais especificamente para a unidade conhecida como “Papudinha”, dentro do complexo penitenciário. Para Damares, a situação do ex-presidente configura uma violação de direitos fundamentais.

“O que estamos assistindo com o nosso eterno presidente Jair Bolsonaro é uma violação brutal dos Direitos Humanos”, afirmou a senadora. Ela sustenta que a detenção desconsidera as condições de saúde do ex-chefe do Executivo.

Aliados políticos e a defesa de Bolsonaro têm reforçado o pedido de prisão domiciliar, alegando que ele enfrenta um quadro de saúde delicado. Damares destacou que o ex-presidente é idoso, passou por diversos procedimentos médicos nos últimos anos e necessita de acompanhamento constante.

“Bolsonaro é um idoso com a saúde extremamente debilitada, um homem que precisa de assistência 24 horas por dia”, argumentou.

A senadora afirmou ainda que levará o caso a organismos internacionais como forma de pressionar por uma reavaliação das condições de custódia e do regime de prisão imposto ao ex-presidente.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior e mais avançado navio de guerra já construído, entrou nesta terça-feira (11) na área do Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM), região estratégica que cobre toda a América Latina ao sul do México, incluindo o mar do Caribe, na rota marítima que passa bem perto da Venezuela.

A operação foi confirmada pela Marinha americana, que destacou que o envio da frota cumpre uma ordem direta do presidente Donald Trump. Segundo o governo, o objetivo é intensificar o combate a cartéis e organizações criminosas transnacionais envolvidas no tráfico de drogas e no financiamento de grupos armados.

O secretário de Guerra, Pete Hegseth, autorizou a mobilização do grupo de ataque do Gerald R. Ford após reunião com o Departamento de Defesa. A missão, de acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, tem foco claro:

“Detectar, monitorar e interromper atividades ilícitas que ameacem a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e do hemisfério ocidental”, afirmou.

O grupo de ataque do Gerald R. Ford reúne mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves de guerra. Além do porta-aviões, participam os destróieres USS Bainbridge, USS Mahan e USS Winston S. Churchill, além de um submarino nuclear.

A presença do Ford, o orgulho da frota americana, marca uma virada na política de dissuasão dos EUA no Caribe, e é vista por analistas como um recado direto ao regime de Nicolás Maduro. O governo Trump tem classificado cartéis e facções da América Latina como organizações terroristas e, desde o início da operação naval, os EUA relatam a destruição de 20 embarcações e a morte de 75 suspeitos em ações no mar do Caribe e no Pacífico.

Em Caracas, a movimentação acendeu o alerta máximo. O regime de Maduro, acusado por Washington de manter ligações com o cartel de Los Soles, reagiu com tom de confronto. O Ministério da Defesa anunciou um “desdobramento massivo” em todo o país, com tropas em solo, aviões, navios e sistemas de mísseis prontos para ação.

“Se o imperialismo tentar nos atacar e causar danos, o povo da Venezuela se mobilizará imediatamente para o combate”, disse Maduro em pronunciamento pela TV estatal VTV, cercado por generais e imagens de tanques em marcha.

Para observadores internacionais, o gesto é simbólico, mas sinaliza que a crise entre Washington e Caracas entra em uma nova fase, agora, com porta-aviões à vista e mísseis apontados de ambos os lados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (15) que autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela com o objetivo de enfraquecer, e, em última instância, derrubar, o presidente Nicolás Maduro. A decisão marca uma escalada clara na política norte-americana contra Caracas e já provoca repercussão internacional.

Segundo fontes ouvidas pela imprensa, a autorização faz parte de um conjunto de medidas que inclui pressão militar na região e ações de inteligência para desarticular redes de tráfico e, possivelmente, capturar líderes venezuelanos. As alternativas avaliadas vão desde operações encobertas até ações terrestres limitadas, planejadas para pressionar o regime sem uma invasão em larga escala.

A Casa Branca justificou a medida com dois objetivos práticos: conter o fluxo de drogas provenientes da Venezuela e reagir a episódios recentes de prisioneiros que, segundo o governo americano, cruzaram a fronteira para os EUA. O movimento ocorre enquanto a presença militar norte-americana no sul do Caribe se mantém visível, incluindo ataques a embarcações suspeitas de tráfico, gerando debates sobre legalidade e transparência.

Fontes afirmam que a autorização dá à CIA liberdade para atuar sozinha ou em conjunto com forças militares, coordenada pelo Estado-Maior Conjunto. Entre os defensores da ação estão membros da ala mais dura do governo e o secretário de Estado, Marco Rubio. Detalhes operacionais, no entanto, permanecem em sigilo, alimentando críticas no Congresso sobre supervisão e prestação de contas.

A reação internacional foi imediata. Caracas classificou a medida como uma agressão direta à soberania venezuelana, mobilizando tropas e milícias, enquanto analistas e governos da região passam a avaliar os riscos de uma escalada militar e os possíveis impactos humanitários de uma operação que combina ações encobertas, pressão política e presença naval.

A confirmação pública de Trump, incomum para operações secretas, muda a dinâmica política: abre debates sobre limites legais, supervisão do Congresso e os riscos de um conflito regional. Mais do que uma ação isolada, a medida sinaliza que os EUA estão dispostos a usar ferramentas não convencionais para atingir objetivos de política externa, com efeitos incertos para a estabilidade hemisférica.

Discussões internas no governo Trump apontam Gilmar Mendes e Flávio Dino como possíveis novos alvos de punições ligadas ao apoio a Alexandre de Moraes

Em Washington, cresce a movimentação para estender a Lei Magnitsky a novos nomes do Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo menos dois ministros já circulam em relatórios que chegaram ao governo de Donald Trump: Gilmar Mendes e Flávio Dino. A análise é de que os precedentes abertos contra Alexandre de Moraes pavimentaram o caminho para que outros magistrados próximos a ele passem a ser questionados.

Fontes ligadas ao Tesouro americano afirmam que a interpretação do secretário Scott Bessent é clara: quem respalda as ações de Moraes estaria endossando o que ele classifica como violações de direitos humanos. É nesse raciocínio que se encaixam Mendes e Dino, ambos críticos às sanções impostas pelos EUA ao relator dos inquéritos da tentativa de golpe. Ainda assim, os próprios interlocutores reconhecem que o processo pode se arrastar por meses antes de qualquer decisão final.

As medidas contra Moraes já mostraram que não se tratam de simples recados diplomáticos. Além de incluir sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, na lista de sanções, o governo americano revogou o visto de sete autoridades brasileiras, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Benedito Gonçalves.

O tema chegou à pauta de um café da manhã em Brasília, quando o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, foi questionado por jornalistas. Barroso disse esperar uma conversa direta entre Lula e Trump antes que a Corte defina como reagir. Segundo ele, qualquer resposta institucional, seja política ou até jurídica, só deve ocorrer após o fim do julgamento da tentativa de golpe.

A ofensiva americana gerou reação imediata de Moraes, em tom firme. Para o ministro, as sanções não apenas contrariam a tradição dos EUA em relação à lei e aos direitos fundamentais, mas também ferem o Direito Internacional, a soberania brasileira e a independência do Judiciário.

“Independência do Judiciário, coragem institucional e defesa à soberania nacional fazem parte do universo republicano dos juízes brasileiros, que não aceitarão coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo povo brasileiro”, disse Moraes.

E completou:

“As instituições brasileiras são fortes e sólidas. O caminho é o respeito à Constituição, não havendo possibilidade constitucional de impunidade, omissão ou covarde apaziguamento. Como integrante do Supremo Tribunal Federal, continuarei a cumprir minha missão constitucional de julgar com independência e imparcialidade”.

Os Estados Unidos decidiram cancelar o visto de Benedito Gonçalves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ex-corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Foi ele quem relatou as ações que levaram à inelegibilidade de Jair Bolsonaro por oito anos. A decisão foi confirmada pela agência Reuters.

A medida não se restringiu a Gonçalves. Também tiveram seus vistos revogados o ex-procurador-geral da República José Levi, o juiz auxiliar do STF Airton Vieira, o ex-assessor do TSE Marco Antonio Martin Vargas e o assessor judicial Rafael Henrique Janela Tamai Rocha.

Até agora, o governo americano não explicou publicamente os motivos do cancelamento. O Departamento de Estado, responsável pela política de vistos, não costuma comentar casos individuais.

Messias reage: “Agressão injusta”

Entre os atingidos também está Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU). Em nota divulgada nesta segunda-feira (22) no X, ele classificou a medida como arbitrária e contrária à tradição diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

“Diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida”, disse Messias.

O ministro ainda acusou Washington de romper com dois séculos de diálogo bilateral.

“As mais recentes medidas aplicadas pelo governo dos EUA contra autoridades brasileiras e familiares agravam um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países”, escreveu.

Na mesma mensagem, concluiu:

“Continuarei a desempenhar com vigor e consciência as minhas funções em nome e em favor do povo brasileiro.”

A chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova Iorque, neste domingo (21), foi marcada por protestos barulhentos. Logo que o carro presidencial se aproximou da residência do embaixador Sérgio Danese, onde Lula ficará hospedado até a abertura da Assembleia Geral da ONU, um grupo de brasileiros iniciou uma série de vaias e gritos de ordem.

De trás das barreiras montadas pelo Serviço Secreto americano, a cerca de 35 metros da entrada do prédio, os manifestantes gritavam palavras duras:

“Lula, ladrão, o seu lugar é na prisão”“Aqui não é Lula, aqui é Trump” e “Lula, cachaceiro, devolve o meu dinheiro”.

Janja da Silva, primeira-dama, também foi alvo de xingamentos.

Do outro lado, havia apenas três apoiadores do presidente. Com cartazes pedindo “sem anistia”, eles acabaram isolados em posição oposta, seguindo orientação da segurança dos Estados Unidos. A cena deixou evidente o contraste: um punhado de simpatizantes diante de um grupo ruidoso de opositores.

Lula permanece na cidade até terça-feira (23), quando abre oficialmente a Assembleia Geral da ONU com seu discurso. Não há previsão de encontro com o ex-presidente Donald Trump, embora o nome do republicano tenha surgido repetidamente nos gritos dos manifestantes que fizeram questão de lembrar: “Aqui é Trump”.

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