Bebê nasce em base da Ecovias Capixaba na BR-101 após parto de emergência em Ibiraçu

Um bebê nasceu na madrugada desta terça-feira (17) na base de atendimento ao usuário da Ecovias Capixaba, localizada às margens da BR-101, em Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo. O parto de emergência foi realizado por uma equipe da própria concessionária, dentro do veículo da família, após a rápida evolução do trabalho de parto.

A mãe, Maria Luísa Figueiredo, estava com 34 semanas e cinco dias de gestação quando começou a sentir contrações, por volta das 2h. Ela e o marido, Hector Cometti Cavallieri, saíram da propriedade rural onde moram, a cerca de 13 quilômetros de Jacupemba, distrito de Aracruz, com destino a uma maternidade na Serra.

No trajeto, porém, o casal percebeu que não conseguiria chegar ao hospital a tempo. Ao passarem por João Neiva, decidiram buscar apoio na base da concessionária, em Ibiraçu. A chegada ao local ocorreu às 5h41 e, segundo o pai, o atendimento foi imediato.

Estavam de plantão a técnica de enfermagem Patrícia da Penha Vieira Serrano Clemente, o motorista Luciano Fraga e o resgatista Josenir Eleutério. Diante da rapidez do parto, não houve tempo para remover a gestante até a ambulância. O banco do carro da família foi reclinado e, em cerca de cinco minutos, o bebê nasceu.

Patrícia, que atua há quase um ano na concessionária, participou pela primeira vez de um parto na rodovia. “Eu estava descansando quando o carro parou na base. O pai gritou que o bebê estava nascendo”, relatou.

Após o nascimento, mãe e filho foram encaminhados por ambulância da concessionária a uma unidade hospitalar, com suporte médico acionado pela equipe. Apesar de prematuro, o recém-nascido, que recebeu o nome de Benedito em homenagem ao avô, passa bem e permanece internado ao lado da mãe.

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Redação O Fator Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro criticou duramente o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro e acusou o Carnaval de ter sido usado como campanha política antecipada em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (16), o parlamentar falou em desvio de finalidade, uso de dinheiro público e desrespeito à fé cristã.

Segundo Flávio, manifestações explícitas de apoio a Lula na Marquês de Sapucaí extrapolaram o campo artístico e transformaram um evento financiado com recursos públicos em instrumento de promoção política. Ele direcionou a crítica especialmente a eleitores que não se identificam nem com Lula nem com o ex-presidente Jair Bolsonaro, questionando se esses contribuintes se sentem representados ao ver verba estatal utilizada, segundo ele, para exaltar um governante em exercício.

“Democracia forte não é a que escolhe alvos, é a que trata todos com a mesma medida”, afirmou o senador, ao sustentar que houve tratamento desigual e favorecimento político explícito durante os desfiles.

Críticas à fé cristã e suspeitas sobre julgamento

Flávio também afirmou que símbolos cristãos teriam sido alvo de chacota na avenida. Pastores, padres, igrejas e valores religiosos teriam sido retratados de forma ofensiva, o que, na avaliação do parlamentar, representa desrespeito à fé de milhões de brasileiros. Para ele, a utilização da religião dessa maneira em um evento público é inaceitável.

Além disso, o senador levantou suspeitas sobre a imparcialidade dos jurados, afirmando que haveria risco de notas elevadas para favorecer uma narrativa política específica. “O país não pode aceitar privilégios nem tratamento desigual diante da lei”, concluiu.

Ação no TSE contra desfile pró-Lula

Ainda nesta segunda-feira, Flávio Bolsonaro anunciou que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou para a Sapucaí um enredo inteiramente dedicado a Lula.

Segundo o senador, houve uso de recursos públicos para promover ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à instituição família, o que, na avaliação dele, caracteriza infração com possível repercussão eleitoral. A representação jurídica está em preparação e deve ser protocolada nos próximos dias.

O desfile apresentou Bolsonaro como palhaço em dois momentos distintos, na comissão de frente, com faixa presidencial, e no encerramento, caracterizado como “Bozo”, usando uma tornozeleira eletrônica danificada. Também houve referências envolvendo o ex-presidente Michel Temer.

Outro ponto que provocou forte reação foi a ala chamada “neoconservadores em conserva”. As fantasias, em formato de lata, traziam a imagem de uma família formada por homem, mulher e dois filhos. No material explicativo da escola, o grupo foi descrito como símbolo de setores opositores ao governo Lula, incluindo representantes do agronegócio, evangélicos, defensores do regime militar e integrantes da elite econômica.

O enredo, intitulado Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil, exaltou a trajetória política do presidente e evitou episódios sensíveis de sua biografia, como os escândalos de corrupção que marcaram governos anteriores. Para Flávio Bolsonaro, o episódio reforça a necessidade de investigação e de limites claros entre manifestação artística, uso de recursos públicos e propaganda política.

O jogo de ida da repescagem da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid, disputado na noite desta terça-feira (17), em Lisboa, foi interrompido após o brasileiro Vinícius Júnior denunciar ter sido alvo de insultos racistas dentro de campo. A partida ficou paralisada por cerca de 10 minutos enquanto o protocolo antirracismo era acionado.

Segundo relatos, o autor das ofensas teria sido o argentino Gianluca Prestianni, jogador do Benfica. O árbitro francês François Letexier interrompeu o confronto e seguiu o procedimento previsto pela FIFA, com os atletas do Real Madrid se dirigindo ao banco de reservas em sinal de protesto.

Após o jogo, Vinícius Júnior divulgou um comunicado contundente. “Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir”, afirmou. O jogador também criticou a aplicação do protocolo antirracismo, classificando-o como ineficaz. “Recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu”, declarou.

O episódio ocorreu logo após Vini Jr. abrir o placar aos 50 minutos do segundo tempo, quando comemorou com uma dança em frente à torcida adversária. A celebração gerou discussão com jogadores do Benfica e terminou com advertência ao brasileiro.

Companheiro de equipe, Kylian Mbappé confirmou a gravidade das ofensas e afirmou que Prestianni teria chamado Vinícius de “macaco” por diversas vezes. “Ele colocou a camisa na boca para que as câmeras não captassem o que dizia e repetiu cinco vezes a ofensa. Perdemos o controle porque isso é inaceitável”, disse o atacante francês, que também destacou o impacto negativo do episódio para crianças e jovens que acompanham a competição.

Apesar da interrupção, o jogo foi retomado sem punição disciplinar imediata ao atleta do Benfica. De acordo com a TNT Sports, a torcida portuguesa vaiou Vinícius Júnior, mas não utilizou termos racistas durante o período de paralisação.

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou nota oficial em apoio ao jogador. “Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum”, afirmou a entidade, que elogiou a atitude de Vini Jr. ao acionar o protocolo e reforçou o compromisso no combate à discriminação.

Mbappé também fez questão de separar a atitude individual do jogador argentino da imagem do clube e do país. “Seria um erro falar mal do Benfica, de Portugal ou dos torcedores. Foi um jogador que, para mim, não merece jogar uma competição como a Champions”, declarou.

Nas redes sociais, o francês voltou a manifestar solidariedade ao brasileiro: “Dança, Vini, e nunca pare. Eles nunca dirão a nós o que devemos fazer ou não”. O caso deve ser analisado pelos órgãos disciplinares da UEFA e reacende o debate sobre a efetividade das punições contra o racismo no futebol europeu.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu com dureza a uma alegoria apresentada pela Acadêmicos de Niterói no desfile do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, realizado na noite deste domingo (15). A escola levou à Sapucaí um carro alegórico que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas incluiu a figura de um palhaço atrás das grades, vestido com uniforme de presidiário e usando uma tornozeleira eletrônica danificada.

A imagem gerou forte repercussão nas redes sociais. Michelle Bolsonaro se manifestou por meio de uma publicação, na qual contestou a narrativa implícita na alegoria e fez referência direta às condenações judiciais que levaram Lula à prisão no passado.

“Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu a ex-primeira-dama, ao compartilhar um vídeo do carro alegórico exibido pela escola.

Segundo a Acadêmicos de Niterói, a alegoria fazia parte de um conjunto simbólico que buscava retratar “retrocessos em políticas públicas”. Ainda assim, a representação foi interpretada por críticos como uma tentativa de relativizar ou reescrever episódios amplamente documentados da história recente do país.

Neste ano, a escola fez sua estreia no Grupo Especial com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória política do presidente. A escolha do tema e das imagens reforçou a politização do desfile e provocou reações de indignação fora da avenida, sobretudo entre eleitores conservadores.

A manifestação de Michelle Bolsonaro ecoou esse sentimento e reacendeu o debate sobre o uso do carnaval como palco para narrativas políticas e ideológicas, em um momento de forte polarização no país.

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