Novo uniforme do Real Bétis é feito de algas marinhas; confira

O time de futebol espanhol Real Bétis, lançou nesta quinta-feira (6), um novo uniforme especial e, acima de tudo, ecológico. Em parceria com a fornecedora Hummel e a organização ambiental sem fins lucrativos Parley for the Oceans, a camisa foi confeccionada com plástico retirados do mar, polpa de madeira e algas recebidas da Ásia.

A apresentação do novo uniforme do Bétis aconteceu pela parte da manhã, em um barco nas águas de Tarifa, cidade espanhola onde uma equipe de mergulhadores, de maneira simbólica, tirou o kit do fundo do mar. Confira o vídeo de apresentação abaixo.

 

 

Porém, a equipe de Sevilha não lançou o uniforme em vão. Atualmente, a Espanha enfrenta uma invasão de algas asiáticas nas costas de Andaluzia, e o influxo maciço deste tipo de organismo está deslocando espécies nativas e alterando o equilíbrio natural dos ecossistemas aquáticos.

Fomos informados de que uma alga asiática invasora estava causando muitos problemas em diversos setores da região, então decidimos aproveitar essa situação para destacar a importância de cuidar dos nossos oceanos Rafael Muela, gerente da Fundação Real Betis

De tom predominantemente verde-água — cor presente na gola redonda, ombros e mangas — , a camisa tem o escudo, logo e patrocínios na cor branca com um material luminescente. O uniforme utilizado pelos goleiros terá os mesmos adornos e desenhos dos jogadores de linha, mas na cor azul.

Foto: Real Bétis/ Divulgação
Foto: Real Bétis/ Divulgação

Inclusive, a serigrafia luminescente — ou seja, que produz luz quando submetida a algum estímulo — tem como objetivo “fazer referência à beleza dos ambientes marinhos, como as águas-vivas e outros animais semelhantes que brilham no escuro”, segundo o clube.

Foto: Real Bétis/ Divulgação
Foto: Real Bétis/ Divulgação

O novo uniforme fará sua estreia na equipe profissional masculina no jogo “Forever Green 2025”, dia 16 de fevereiro, contra a Real Sociedad, pela 24ª rodada do campeonato espanhol. As camisas já se encontram disponíveis na loja oficial do Real Bétis por 63,96 euros (cerca de R$ 380, em conversão realizada em fevereiro de 2025).

“Sem azul não há verde”

A partir desta iniciativa, o Real Bétis busca atrair mais olhares para os efeitos das mudanças climáticas que afetam as regiões costeiras de Andaluzia. De acordo com Muela, Tarifa foi escolhida por ser uma das áreas mais afetadas pela invasão das algas vindas da Ásia.

Foto: Instagram @realbetisbalompie/ Reprodução

Nos últimos anos, a Espanha está sob forte ameaça ambiental e econômica por conta da alga invasora chamada Ruhulopteryx okamurae. A espécie desembarcou primeira na cidade espanhola de Ceuta, em 2015, e acredita-se que a disseminação ocorreu por meio das águas de um lastro de um navio.

 

De 11 anos para cá, a alga invasora espalhou-se por vários locais mediterrânicos, como Barcelona (Espanha), Marselha (França), Palermo (Itália), Mar Adriático e pelo País Basco (comunidade autônoma ao norte da Espanha). Em Tarifa, foi formado um grande aterro temporário de 40 mil toneladas dessas pragas.

Como informa o Bétis em comunicado, elas não afetam apenas o meio ambiente, mas servem como um “alerta para a estabilidade econômicas dos munícipios da região, já que as algas também cobrem o fundo do mar, colocando em sério risco espécies nativas e atividades importantes como a pesca”.

 

O lançamento do uniforme também foi parte da campanha “Sem azul não há verde” e teve parceria da Forever Green, plataforma de sustentabilidade ambiental que busca envolver o mundo do futebol na luta contra as mudanças por meio do esporte.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 



Foto de Redação O Fator Brasil

Redação O Fator Brasil

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Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

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