Na ilha da Madeira, as vinhas e os vinhos são pérolas para descobrir sem pressas

Para explorar história, castas, aromas e sabores, há diversos espaços dedicados ao enoturismo que dão a conhecer a ilha da Madeira de uma perspetiva diferente. Com ou sem alojamento, entre projetos seculares, produções familiares e novas abordagens, descubra os melhores locais para ficar a saber tudo sobre o vinho produzido na “pérola do Atlântico”.

Boneca de Canudo

Boneca de Canudo em Machico
Elsa Franco, produtora de vinhos, conta, que, após a licenciatura tirada em Portugal continental, regressa à ilha da Madeira e avança com a “divisão dos terrenos e a reconversão das vinhas”. Esta atitude vale-lhe a alcunha “Boneca de Canudo”, atribuída por “um familiar que tinha a marca do limite do terreno e ia aumentando a área dele”, conta. Hoje amigos, a alcunha acabou por ser adotada como nome do projeto familiar de Elsa Franco. Esta história começa em 2006, ano em que a anfitriã troca as castas utilizadas para produzir o “vinho seco regional” por Touriga Nacional, Merlot e Syrah, nas tintas. Nas brancas, deixa a variedade de uva Verdelho plantada e aposta na Chenin Blanc. O primeiro engarrafamento data de 2014. O ano de 2022 é marcado pela produção de vinho branco, feito a partir da casta Caracol da ilha do Porto Santo. Atualmente, reúne cerca de 13 hectares de vinha distribuídas por Santo da Serra, Machico e Ponta do Sol, na ilha da Madeira. Nas novidades consta o primeiro rosé, um lote das três variedades de uvas tintas da colheita de 2024. “O próximo é um [Vinho Madeira] meio-seco e sairá, em princípio, antes do final deste ano”, revela. A Boneca de Canudo está de portas abertas na propriedade localizada no Santo da Serra, para a “Prova de essência” (a partir de €25), com visita às vinhas e ao pomar, e degustação comentada de quatro vinhos acompanhados por pão caseiro, frutos secos, queijo de cabra da queijaria artesanal da ilha da Madeira, Santo Queijo, chocolates Boneca de Canudo e azeite.
Santo da Serra, Machico. Tel. 969237520

Barbeito

Barbeito criativo
Fundada, em 1946, por Mário Barbeito de Vasconcelos, a Vinhos Barbeito, com adega localizada em Câmara de Lobos, conta, hoje, com um universo entre 60 a 70 viticultores da ilha. Sercial, Verdelho, Boal e Malvasia são as castas comummente vinificadas nesta casa, assim como a Tinta Negra e as mais raras, Terrantez e Bastardo. No portefólio desta empresa constam o Single Harvest, Vinho Madeira meio seco feito a partir da casta Tinta Negra, submetida ao envelhecimento em canteiro, o estágio mais tradicional da Madeira; o colheita de casco único, um monovarietal cujas uvas são vindimadas, muitas vezes, numa só vinha, submetido posteriormente ao estágio em canteiro e selecionado para edições muito limitadas; e os frasqueira, vinhos Madeira que permanecem em casco, no mínimo, por 20 anos. O frasqueira mais antigo desta casa data de 1978. Na adega das cubas de inox, ocorre o método de estufagem, por três meses, e entre 47 e 50 graus. Em 2017, iniciou-se a produção de vinhos tranquilos, com Barbeiro Reserva branco e Barbeito branco, ambos elaborados a partir da casta Verdelho. Aliás, com a entrada de Ricardo Diogo Vasconcelos de Freitas, atual presidente do conselho de gerência, a Vinhos Barbeito tem vindo a demarcar-se do perfil marcadamente clássico, que se mantém intocado. Isto é, para além dos vinhos tranquilos, há espaço para outras produções, como o branco produzido em ânfora, feito a meias entre Ricardo Diogo e Pedro Ribeiro, da Rocim. Para melhor conhecer os vinhos, escolha as provas Gold (€15), com um branco e três vinhos Madeira ou Platinum (€28), composta por um branco e seis vinhos Madeira.
Estrada da Ribeira Garcia, Parque Empresarial de Câmara de Lobos, Lote 8, Câmara de Lobos. Tel. 291761829

Quinta do Barbusano

Vinhas em altitude
Em São Vicente, município situado na encosta norte da ilha, a Floresta Laurissilva é profícua na espécie endémica de nome Barbusano. Eis a razão pela qual António Freitas decide atribuir este nome à propriedade, a Quinta do Barbusano. Familiarizado, desde há muito tempo, com o processo vitivinícola, inicia, em 2006, a plantação de vinha em altitude e em latada, em socalcos, “para manter a tradição e aproveitamento do terreno”, justifica o anfitrião. Mas a grande viragem da empresa dá-se em 2018, com a compra de parcelas em Ponta Delgada, no município de São Vicente, na Ribeira da Janela, freguesia de Porto Moniz, e no Arco de São Jorge, no concelho de Santana. Só na Madeira possui 25 hectares de vinha, com as castas Verdelho, Sercial e Arnsburger, nas brancas, e Touriga Nacional, Tinta Negra, Aragonez, nas tintas. A estas somam-se três hectares da casta Caracol na ilha do Porto Santo. Reserve Visita & Prova (€20) de seis referências vínicas, acompanhados por tábuas de queijos e enchidos. Para Visita & Prova & Almoço (€65), no restaurante (capacidade para 100 lugares) estão contempladas seis referências. O bolo do caco barrado com manteiga de alho e a tradicional espetada constituem a refeição. Vinhas do António branco e tinto, Barbusano Barricas branco e tinto, Barbusano Lagar 2021 branco, Quinta do Barbusano Passionated Premium Edition ou o Espumante Barbusano são algumas das referências a degustar no restaurante ou no terraço, com vista para os enormes vales, a colina, com a igreja de Nossa de Fátima em frente, cuja figura estilizada é utilizada nos vinhos, e a vinha.
Caminho Agrícola, 26, São Vicente. Tel. 926637730

HM Borges

Tinta Negra familiar
Fundada em 1877, por Henrique Menezes Borges, a A H. M. Borges conta, hoje, com a liderança das irmãs Helena e Isabel Borges, representantes da quarta geração da família. A localização privilegiada no centro do Funchal, para onde foi mudada a adega, em 1924 (data do tonel mais antigo), é o palco perfeito para ouvir a história desta casa de Vinho Madeira. Durante a apresentação, fala-se sobre as latadas ou pérgolas, sistema de condução horizontal das videiras típico da Madeira, ou do borracheiro, profissão que surgiu no norte da ilha e era atribuída a quem transportava, às costas, o vinho dentro de um recipiente em pele, por exemplo. Hoje, as uvas desta empresa centenária são compradas a cerca de 100 agricultores. O vinho é posteriormente submetido ao método de estufagem, ou seja, é aquecido, neste caso, a 35 graus, por 90 dias, através de um sistema de tubagem de água quente, em duas cubas de betão da década de 1960. Aqui, este processo só é utilizado para a casta Tinta Negra, que corresponde a 85% da produção da casa. A maior parte desta variedade de uva provém do Estreito de Câmara de Lobos, localizado na costa sul da ilha, a oeste do Funchal. Além dos Madeira H. M. Borges de 3 e 5 anos, há os colheitas, cujo estágio contempla, no mínimo, cinco anos, e os frasqueiras, vinho envelhecido durante, pelo menos, 20 anos. O ideal é fazer a visita, seguindo-se a degustação de Vinho Madeira. Disponíveis estão as provas Silver (€15), para vinhos Madeira de 3 e 10 Anos, Gold (€17,50), para vinhos Madeira de 5 e 15 Anos, e um Colheita, e Dimond (€34), com seis vinhos Madeira desde os cinco anos a um franqueira.
Rua 31 de Janeiro, 83, Funchal. Tel. 291223247

Blady’s Wine Lodge

História em estado líquido
No centro histórico da cidade do Funchal está a Blandy’s Wine Lodge. Instalada num conjunto de edifícios datados, maioritariamente, dos séculos XVII e XVIII e comprados desde meados do século XIX, pela Blandy’s, este espaço reúne um importante acervo a visitar. Utensílios e maquinaria outrora utilizados nas vindimas e na vinificação são disso exemplo. No museu sobre a história desta casa, estão expostas moedas do Banco Blandy’s ou cartas escritas por Wiston Churchill após a visita à ilha e da estadia no Hotel Reid’s, em 1949, à época pertença da Blandy’s, entre outros documentos. Já a história em estado líquido traduz-se em 700.000 litros de Vinho Madeira guardados em cascos (691 unidades) e submetidos ao método de canteiro, processo desenvolvido ao longo de, no mínimo, quatro anos, a somar aos 4.950.000 litros de Vinho Madeira que estão no armazém do Caniçal. Na lista das castas, constam Malvasia Cândida, Boal, Verdelho, Sercial, Terrantez, Tinta Negra (apenas para os vinhos Madeira 3 Anos), Bastardo e Listrão (proveniente da ilha do Porto Santo). No portefólio, há vinhos de indicação de idade, em que esta corresponde à idade média do lote; vinhos datados, divididos nas sub-categorias Colheita ou Single Harvest e Frasqueira. Nas referências estão a Blandy’s, a Cossart Gordon e a Miles. Acrescem os vinhos Atlantis, cuja primeira colheita data de 1992, fazendo desta a primeira referência vínica de tranquilos produzida e engarrafada na ilha da Madeira. Termine a visita (a partir de €10,50), com prova de vinhos, e à mesa do restaurante 1811 Bistro & Wine Bar.
Avenida Arriaga, 28, Funchal. Tel. 291228978

Quinta de Santa Luzia

Prova com vista sobre a cidade
A Quinta de Santa Luzia, propriedade agrícola adquirida, em 1826, pela família Blandy, possui uma vinha com aproximadamente um hectare. Plantada há duas décadas, tem quatro castas recomendadas para a produção de Vinho Madeira: Verdelho, Terrantez, Boal e Sercial. À viticultura, a cargo do engenheiro Pedro Lima, somam-se as funções de controladores de infestantes e de fertilizadores, missões protagonizadas pelas ovelhas e galinhas da propriedade. A visita à vinha é feita por Emily Blandy, responsável pelo departamento de enoturismo da Madeira Wine Company, da qual a Blandy’s faz parte. Segue-se a prova de vinhos na casa da Quinta das Malvas, alojamento com seis quartos, instalado dentro da Quinta de Santa Luzia, que também dispõe de uma villa com oito quartos. Com vista sobre a cidade do Funchal e para o Atlântico, é o sítio ideal para degustar os quatro Blandy’s Madeira 10 Anos, cada um feito pelas referidas variedades de uva. Este programa está disponível sob reserva à quinta-feira, a partir das 16h30 (€37,50). Está ainda disponível a prova vertical dos Blandy’s Madeira 5, 10 e 15 Anos, além do colheita de 2011, produzidos a partir da casta Verdelho, bem como dos Blandy’s Madeira de 5, 10 e 15 Anos da casta Boal (€60 cada). Fique a conhecer melhor o portefólio vínico da Blandy’s numa refeição privado constituída por seis momentos, missão articulada com o chef Filipe Janeiro, do projeto “Seu Chef”, harmonizado com vinhos Atlantis, a qual é precedida da visita às vinhas e de prova de Blandy’s Madeira 10 Anos (a partir de €195).
Rua de Santa Luzia, 113, Funchal. Tel. 291281663

Quinta das Vinhas

A maior coleção de castas da ilha
No Estreito da Calheta, localizado na encosta sul da ilha da Madeira, está a Quinta das Vinhas, de quatro hectares, pertencente à família Welsh. O nome desta propriedade advém da missão do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM), que ali manda plantar o primeiro campo ampelográfico experimental, para perceber a adaptação de várias castas ao terroir da ilha da Madeira. O segundo talhão associado a este projeto é plantado em 2005. Findo o contrato em 2017, a família Welsh decide reconverter a vinha, de cerca de dois hectares, para biológico e convida Isabel Freitas para o cargo de responsável pela viticultura. A primeira certificação em biológico é obtida em 2021, ano da primeira colheita biológica. As uvas são vinificadas na Justino’s, seja para tranquilos, seja para Vinhos Madeira. Em paralelo, todo o trabalho na vinha é articulado entre a família Welsh e a Universidade da Madeira. Para garantir a qualidade das uvas biológicas, as faixas em redor da vinha são para árvores de fruto. “Temos uma coleção com mais de 80 castas”, avança Isabel Freitas, mas, para os vinhos desta quinta, a aposta recai nas tintas Bastardo e Tinta Negra, e nas brancas Verdelho, Boal e Malvasia Cândida. Reserve a visita e a degustação vínica de três vinhos Madeira (€25) disponíveis à segunda e à quinta-feira, às 16h30. Termine o final da tarde no terraço frondoso voltado para o mar do Bago, o restaurante desta propriedade, que também dispõe de alojamento (a partir de €120), constituído por 16 casas e pelas seis suítes da casa-mãe.
ER 223 N136, Calheta. Tel. 291824086

Socalco Nature Calheta

A vinha mais a sul de Portugal
Fica no Socalco Nature Calheta, o agroturismo aberto, em finais de 2020, na Calheta, a oeste do Funchal. Os 10 quartos e as 10 unidades premium estão encaixados nos socalcos deste refúgio com os olhos postos sobre o mar. O proprietário é Octávio Freitas, chef do Desarma, o restaurante (uma estrela Michelin) instalado no topo do edifício do hotel The Views Baía, localizado no Funchal, e do Razão, o restaurante do agroturismo, que venceu em 2023 o Prémio Nacional de Turismo, na categoria Turismo Gastronómico. Da necessidade de criar um jardim, surge a plantação de vinha com as castas Verdelho, Malvasia Fina e Terrantez. Entre as linhas das videiras são plantados hortícolas complementados pelas plantas aromáticas. Tudo é aproveitado para o restaurante do Socalco Nature Calheta (a partir de €160). “Há uma simbiose entre a agricultura e a gastronomia”, resume Nélia Freitas, irmã do proprietário e diretora geral do alojamento. Além de chef de cozinha, Octávio Freitas é produtor de vinhos. O Galatrixa branco 2021, elaborado a partir das referidas castas, marca a estreia desta aventura. A vinificação das uvas é feita na Adega de São Vicente, situada no norte da ilha, e tem como enólogo João Pedro Machado. Cagarra é o rótulo que se segue. O primeiro é de 2022 e é feito a partir das castas Verdelho e Sercial de uma vinha localizada a 700 metros de altitude, na freguesia dos Prazeres, na Calheta. Em 2023, começam a ser produzidos os vinhos Massaroco. Há um rosé e um clarete. Ambos são feitos a partir das castas tintas Tinta Negra e Merlot, vindimadas no norte da ilha.
Caminho do Lombo do Salão, 13, Calheta. Tel. 291146910

Terrabona Nature & Vineyards

Retiro vinhateiro na Laurissilva
Marco Noronha e Maria João Velosa compram, em 2014, uma propriedade localizada na freguesia de Boaventura, no concelho de São Vicente, na encosta norte da ilha da Madeira. Ali está plantada a casta Arnsburger, obtida através do cruzamento das de dois clones de da variedade branca Riesling. O encepamento resulta da experiência efetuada pelo Governo da Madeira de há 30 anos, no sentido de avaliar o potencial das castas para o vinho da Madeira. Em 2016, o casal decide vinificar as uvas na Adega de São Vicente. O resultado ultrapassa as expectativas e pesa na decisão de licenciar a vinha em produção integrada em 2017 e apostar na produção vitivinícola. Em 2020, plantam as castas Loureiro, em homenagem à Floresta Laurissilva, que toma conta da paisagem em redor, e Terrantez. Das sete casas inicialmente idealizadas para este projeto turístico, apenas são construídas quatro unidades de alojamento (a partir de €370), três das quais estão encaixadas nos socalcos do Terrabona Nature & Vineyards, que abre portas em junho de 2023. Apesar de já terem uma micro adega na propriedade, a intenção é mudar o equipamento para uma garagem próxima, que, em 2025, será convertida em adega e espaço reservado a pequenos ensaios. Mas as experiências vêm de trás, com um vinho da casta Arnsbuger submetido a estágio em barrica e o outro em ânfora de terracota, sem esquecer o curtimenta, entre outros postos à prova. Os vinhos têm venda exclusiva no Terrabona Nature & Vineyards, assim como as provas de vinho (a partir de €25). Reserve a degustação vínica para terça e quinta-feira, sábado ou domingo, às 12h00 ou às 16h30 (máximo 10 pessoas).
Estrada do Cardo, 117, Boa Ventura. Tel. 925864904

Audax

Onde comer:
Pairing com vinhos Madeira
O Audax convida a uma viagem de inspiração gastronómica madeirense através do menu de degustação “Audax Experience”, composto por seis (€70) e nove (€90) momentos. Ambos são harmonizados apenas por vinhos Madeira (respectivamente €55 e €70). Há mais de duas dezenas de vinhos Madeira da garrafeira deste restaurante e todos estão disponíveis a copo.
Rua Imperatriz Dona Amélia, 104, Funchal. Tel. 291147850

Branco de assinatura
Tártaro e carpaccio de novilho, ravioli de rabo de boi, mendinha, escalope, borrego, bife do acém, são algumas das sugestões da ementa do Kampo. Aqui, imaginação cheia de sabor não falta por parte do chef Júlio Pereira, que assina o vinho a destacar, o Barbusano Ti Maria branco 2021, feito a partir das castas Arnsburger e Verdelho vindimadas na Quinta do Barbusano.
Rua da Alfândega, 74, Funchal. Tel. 924438080

Adega do Pomar

Vinhos da Madeira em alta
Além do Barbusano Ti Maria branco, há mais sugestões de vinhos da Madeira na curta lista de vinhos do Akua, outro restaurante do chef Júlio Pereira. Enchidos do mar, ostras, bacalhau, mexilhão e marisco tomam conta da ementa, sem descurar o peixe do dia do mercado nem a truta salmonada.
Rua dos Murcas, 6, Funchal. Tel. 938034758

Palco da comida regional
“Sopa de trigo à antiga”, “Sopa de tomate com ovo e segurelha” e “Açorda madeirense” são alguns dos exemplos que comprovam a presença dos sabores madeirenses na Adega do Pomar. A cozinha da região é complementada pela gastronomia tradicional portuguesa neste restaurante de decoração rústica, onde o vinho da Madeira está bem representado na carta, assim como a sidra produzida na propriedade, a Quinta da Moscadinha.
Rua Maria Ascenção, Camacha. Tel. 938799379

The Vine

Onde dormir:

Entre as cores das vinhas
A temática do vinho é marcante em todos os espaços do The Vine, localizado no centro da cidade do Funchal. O traço da designer de interiores madeirense Nini Andrade Silva é uma constante nos pormenores e nas cores alusivas ao universo vitivinícola, desde os 79 quartos (a partir de €210) ao lounge Terra, passando pelo restaurante Uva, instalado no topo do edifício, onde o 360º Sky Bar e a piscina infinita convidam a ficar nos dias soalheiros.
Rua dos Aranhas, 27A, Funchal. Tel. 291009000

Razão Restaurante, no Socalco Nature Calheta, vencedor na categoaria Turismo Gastronómico 2023

Boa Cama Boa Mesa

Foto de Redação O Fator Brasil

Redação O Fator Brasil

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Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

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