“Meu milagre de Natal“: Homem encontra família biológica 75 anos após adoção

Dixon Handshaw achou que era filho único durante a maior parte de sua vida. Mas, décadas após ser adotado, o homem de 75 anos descobriu que tem vários irmãos, a quem conheceu justamente a tempo para as festas de fim de ano.

Neste fim de semana, Handshaw – que vive na Carolina do Norte – voou para Rochester, Nova York, onde conheceu alguns de seus meio-irmãos antes da festa anual de Natal da família.

“Toda a minha vida, sonhei em ter irmãos em algum lugar”, disse Handshaw à afiliada da CNN, WHAM, que registrou o primeiro encontro dos irmãos no aeroporto na sexta-feira. “Este é o meu milagre de Natal.”

No sábado, Handshaw conheceu mais de 50 parentes que ele não sabia que existiam até o começo deste ano, ele contou à CNN na terça-feira (24). O encontro, que incluiu primos e seus filhos, foi uma surpresa bem-vinda para Handshaw, que era filho único de seus pais adotivos e não tem filhos biológicos.

“Eu nunca tinha conhecido alguém que compartilhasse o meu DNA”, disse Handshaw. Mas, assim que conheceu seus parentes, eles imediatamente se conectaram, afirmou. “Foi maravilhoso”, acrescentou. “Nunca senti tanto amor incondicional quanto senti da minha nova família.”

Nascido em Buffalo, Nova York, em 1949, Handshaw foi adotado com três meses de idade e teve uma infância feliz, disse ele, acrescentando que seus pais foram honestos sobre sua adoção.

“Eu sempre quis encontrá-los, mas o estado de Nova York selou as certidões de nascimento pré-adotivas, e era impossível descobrir”, disse Handshaw.

Em 2020, as certidões de nascimento originais foram desbloqueadas para adotados de Nova York após a aprovação de uma lei de 2019.

Handshaw recebeu sua certidão de nascimento original em agosto deste ano, ele contou à CNN. Foi então que ele descobriu o nome de seu pai biológico: Robert “Bud” Romig.

“A primeira coisa que fiz quando consegui o nome do meu pai foi procurar no Google, e apareceu o obituário dele”, disse Handshaw. “Não só fiquei chocado ao ver que eu parecia exatamente com ele, mas soube imediatamente que eu tinha todos esses irmãos e uma irmã.”

Handshaw não sabe por que foi colocado para adoção, mas sabe que seu pai era um estudante de pós-graduação no departamento de física da Universidade de Cornell. Sua mãe era secretária do departamento, disse ele.

Sua mãe biológica não teve mais filhos, mas Handshaw sempre se perguntou se seu pai tinha outros filhos.

Após o nascimento de Handshaw, Romig se estabeleceu em Rochester com uma mulher que tinha três filhos de um relacionamento anterior. Romig adotou os três meninos, contou Handshaw. O casal teve mais cinco filhos — quatro meninos e uma menina. Handshaw entrou em contato com Gary Romig, um dos filhos adotivos de seu pai, contou ele à CNN.

“Escolhi o Gary como a pessoa a quem eu ligaria, porque sabia que ele também era adotado, assim como eu, e pensei que ele teria empatia pela minha situação”, disse Handshaw.

Gary estava no trabalho almoçando quando recebeu a primeira ligação de Handshaw, de acordo com a afiliada da CNN, WHAM.

“Eu recebi uma ligação e não reconheci o número. Eu quase nunca atendo o telefone se não reconheço o número. Mas, por algum motivo, eu atendi”, disse Romig. “E ele diz, ‘Oi, meu nome é Dixon. Você é Gary Romig?’ Eu disse, ‘Sou.’ Ele falou, ‘Eu sou seu irmão’, e eu disse, ‘O quê?’”

Robert “Bud” Romig, o pai biológico de Handshaw, está à direita. • Gary Romig

Handshaw enviou uma foto de si mesmo para Romig, que imediatamente reconheceu o rosto de seu padrasto. “Eu mandei uma foto para ele, e (Gary) enviou a foto para todos os seus irmãos”, disse Handshaw. “Eles disseram: ‘É o papai!’”. Gary manteve seus irmãos em suspense por duas horas e meia antes de finalmente dizer: ‘Esse é o seu novo irmão’”, contou Handshaw à CNN.

Embora Handshaw não passe o dia de Natal com sua nova família, ele pretende passar mais tempo com eles no futuro próximo.

“Vamos acampar juntos neste verão”, disse ele, acrescentando que ele e seus irmãos já têm um grupo de mensagens. “Estamos nele todos os dias”, disse Handshaw.

Neste momento, Handshaw e seus irmãos estão compensando o tempo perdido, mas ele observou que o encontro deles, embora tardio, é melhor do que nunca.

“Eu tive pais adotivos maravilhosos. Eles foram incríveis. Eu os amo e sinto falta deles, mas sempre quis ter irmãos, e agora eu os tenho”, contou Handshaw à CNN. “Eu achava que um ou dois irmãos seriam ótimos. Eu ganhei seis!”

Foto de Redação O Fator Brasil

Redação O Fator Brasil

O Fator Brasil é um portal de notícias que acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais acontecimentos do Espírito Santo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

Tendência

plugins premium WordPress
O Fator Brasil