Egressos do sistema prisional podem concorrer a bolsas universitárias ofertadas pelo Programa Nossa Bolsa

Egressos do sistema prisional podem concorrer a bolsas universitárias ofertadas pelo Programa Nossa Bolsa, do Governo do Estado. As inscrições estão abertas a partir desta sexta-feira (03) e seguem até o dia 17 de janeiro. Para participar, o candidato ao processo seletivo deve ter cursado o Ensino Médio em escola pública.

São 30 vagas em diversos cursos de graduação destinadas aos egressos do sistema prisional do Espírito Santo, que são atendidos pelo Escritório Social e Centrais de Atendimento aos Egressos, órgãos geridos pela Secretaria da Justiça (Sejus), por meio da Gerência de Reintegração Social e Cidadania (GRSC).

As inscrições para o processo seletivo são efetuadas exclusivamente pela internet, por meio da página do Programa Nossa Bolsa, no endereço eletrônico http://www.nossabolsa.es.gov.br. São mil bolsas integrais para graduação e 40 opções de cursos. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) coordena o edital do Programa. Mais informações podem ser consultadas aqui (edital).

Como pré-requisito, o candidato deve comprovar por meio de uma declaração que é egresso do sistema prisional capixaba. Esse documento é emitido pela Gerência de Reintegração Social e Cidadania (GRSC), que coordena o atendimento do Escritório Social no Estado.

A gerente de Reintegração Social e Cidadania (GRSC) da Sejus, Karina de Oliveira Amaral, informou que os egressos podem contar com o suporte das equipes do Escritório Social da Grande Vitória, de Piúma e das Centrais de Atendimentos aos Egressos de Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus para a emissão da declaração e demais orientações.

“É fundamental que o candidato leia o edital do Programa e esteja atento às diretrizes para ser aprovado no processo. A educação é um direito de todos, independentemente do passado já vivido. Ao abrir as portas das universidades para as pessoas egressas do sistema prisional, estamos promovendo a inclusão social e combatendo o preconceito”, destacou Karina de Oliveira Amaral.

Critérios

Para participar do processo seletivo do Programa Nossa Bolsa, o estudante deve ter cursado todo o Ensino Médio em escola pública ou em instituição privada, na condição de bolsista integral ou ter concluído curso técnico em um dos Centros Estaduais de Educação Técnica (CEET) no Espírito Santo. Somente serão aceitos os candidatos que não tenham sido beneficiários do Programa Nossa Bolsa, não tenham concluído qualquer curso de graduação e tenham realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre anos de 2020 e 2024.

Programa Nossa Bolsa

Criado pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Lei nº 9.263/2009 e regulamentado pelo Decreto nº 4181-R/17, o Programa Nossa Bolsa tem como objetivo promover a inclusão e o desenvolvimento social e educacional por intermédio do conhecimento, concedendo bolsas a estudantes que desejam cursar a graduação em Instituições de Ensino Superior (IES) privadas do Estado do Espírito Santo sem condições de custear o estudo.

O Programa Nossa Bolsa foi ampliado para beneficiar alunos da rede pública, além da graduação, com bolsas de iniciação científica e bolsas de mestrado.


Suporte para egressos:

– Escritório Social em Vitória

Praça Francisco Teixeira da Cruz, nº 16, Ed. Navemar, Loja D, Centro, Vitória/ES.

Contatos: (27) 99259-3192 / (27) 99978-8851 / (27) 99267-7788

(27) 3194-0606 / (27) 3194-0607 / (27) 3194-0627

E-mail: grsc@sejus.es.gov.br

– Central de Atendimento ao Egresso e Família em São Mateus – CAEFSM

Fórum Desembargador Santos Neves – Avenida João Nardoto, 140, bairro Cohab.

Telefone: (27) 99972-2769 / (27) 3763-8991

E-mail: caefsm@sejus.es.gov.br

– Central de Atendimento ao Egresso e Família em Cachoeiro de Itapemirim – CAEFCI

Rua 25 de Março, n° 10, Ed. Santa Catarina, 2° andar, Centro, Cachoeiro de Itapemirim.

Telefone: (28) 99984-3069

E-mail: caefci@sejus.es.gov.br

– Escritório Social de Piúma

Rodovia do Sol, Centro, Piúma (ao lado do Samu

Contatos: (28) 3520-6500 / (28) 99904-9220

E-mail: escritoriosocial@piuma.es.gov.br

Foto de Redação O Fator Brasil

Redação O Fator Brasil

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que articula uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a parlamentar, o encontro está agendado para a próxima segunda-feira (19).

A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), após a transferência de Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, mais especificamente para a unidade conhecida como “Papudinha”, dentro do complexo penitenciário. Para Damares, a situação do ex-presidente configura uma violação de direitos fundamentais.

“O que estamos assistindo com o nosso eterno presidente Jair Bolsonaro é uma violação brutal dos Direitos Humanos”, afirmou a senadora. Ela sustenta que a detenção desconsidera as condições de saúde do ex-chefe do Executivo.


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Aliados políticos e a defesa de Bolsonaro têm reforçado o pedido de prisão domiciliar, alegando que ele enfrenta um quadro de saúde delicado. Damares destacou que o ex-presidente é idoso, passou por diversos procedimentos médicos nos últimos anos e necessita de acompanhamento constante.

“Bolsonaro é um idoso com a saúde extremamente debilitada, um homem que precisa de assistência 24 horas por dia”, argumentou.

A senadora afirmou ainda que levará o caso a organismos internacionais como forma de pressionar por uma reavaliação das condições de custódia e do regime de prisão imposto ao ex-presidente.

Com a aproximação das eleições de 2026, o desempenho da bancada federal do Espírito Santo volta ao centro do debate político. O ano marca o encerramento do atual mandato dos deputados eleitos em 2022, e um levantamento feito por revela diferenças significativas na atuação parlamentar dos representantes capixabas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura iniciada em 2023.

A atividade de um deputado federal envolve participação em sessões plenárias, reuniões de comissões, apresentação de projetos de lei, requerimentos, emendas e atuação política em temas de interesse da população. Dentro desse conjunto de atribuições, o uso da tribuna é um dos principais instrumentos para defender posições, propor debates e registrar posicionamentos oficiais.

Nesse quesito, o desempenho do deputado Amaro Neto (Republicanos) chama atenção negativamente. Comunicador profissional e ex-apresentador de televisão, Amaro não realizou nenhum discurso em plenário, na ordem do dia, ao longo dos três anos de mandato analisados. O dado contrasta com a expectativa em torno de um parlamentar conhecido pela atuação na mídia e pela retórica direta.

No extremo oposto está o deputado Helder Salomão (PT), que lidera o ranking de discursos entre os capixabas. Foram 250 participações em plenário, mais da metade concentradas apenas em 2025, período marcado por debates intensos no Congresso Nacional sobre temas econômicos, sociais e institucionais. A frequência reforça o perfil combativo e ideológico do parlamentar, alinhado às pautas defendidas pelo partido.

Logo atrás aparece Gilson Daniel (Podemos), que somou 246 discursos no plenário ao longo da legislatura. O deputado se destacou pela presença constante nos debates e pela atuação em temas ligados à gestão pública, municipalismo e desenvolvimento regional, mantendo ritmo semelhante ao de Helder Salomão.

O levantamento evidencia que, embora todos os parlamentares cumpram formalmente suas funções legislativas, há diferenças expressivas na forma como cada um ocupa o espaço político e institucional da Câmara. Enquanto alguns apostam no embate discursivo e na visibilidade do plenário, outros adotam uma atuação mais discreta, concentrada em bastidores, comissões ou articulações específicas.

Com o calendário eleitoral se aproximando, esses números tendem a ganhar peso no julgamento do eleitorado capixaba. A avaliação sobre presença, protagonismo e engajamento no debate nacional pode se tornar um fator decisivo para a renovação ou manutenção dos mandatos em 2026.

O senador Flávio Bolsonaro (foto), afirmou nesta quinta-feira (15) que não pretende cobrar apoio público ou engajamento imediato de aliados à sua pré-candidatura à Presidência da República. As declarações foram dadas após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Segundo Flávio, o ritmo de adesão dos aliados deve ser respeitado e não haverá pressão interna por manifestações mais enfáticas neste momento do processo eleitoral.

“Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém”, disse o senador.


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Segundo Flávio, o ritmo de adesão dos aliados deve ser respeitado e não haverá pressão interna por manifestações mais enfáticas neste momento do processo eleitoral.

“Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém, disse o senador.

Apesar do tom conciliador, Flávio foi categórico ao afirmar que sua pré-candidatura está consolidada e não admite recuos. De acordo com ele, a indicação partiu diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro e não há espaço para alternativas dentro do grupo político.

“Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta, declarou.

O senador também negou a existência de divisão ou racha no campo da direita, tese que tem sido levantada diante de movimentações de outras lideranças com pretensões eleitorais para 2026. Para Flávio, as divergências internas não configuram ruptura e o foco deve permanecer no enfrentamento ao atual governo federal.

“Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio à reorganização do campo conservador para as eleições presidenciais de 2026, com Jair Bolsonaro mantendo influência direta nas articulações políticas, mesmo fora do cenário eleitoral direto. As informações foram divulgadas pelo site Poder360.

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