

- Nacional
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu com dureza a uma alegoria apresentada pela Acadêmicos de Niterói no desfile do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, realizado na noite deste domingo (15). A escola levou à Sapucaí um carro alegórico que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas incluiu a figura de um palhaço atrás das grades, vestido com uniforme de presidiário e usando uma tornozeleira eletrônica danificada.
A imagem gerou forte repercussão nas redes sociais. Michelle Bolsonaro se manifestou por meio de uma publicação, na qual contestou a narrativa implícita na alegoria e fez referência direta às condenações judiciais que levaram Lula à prisão no passado.
“Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”, escreveu a ex-primeira-dama, ao compartilhar um vídeo do carro alegórico exibido pela escola.
Segundo a Acadêmicos de Niterói, a alegoria fazia parte de um conjunto simbólico que buscava retratar “retrocessos em políticas públicas”. Ainda assim, a representação foi interpretada por críticos como uma tentativa de relativizar ou reescrever episódios amplamente documentados da história recente do país.
Neste ano, a escola fez sua estreia no Grupo Especial com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória política do presidente. A escolha do tema e das imagens reforçou a politização do desfile e provocou reações de indignação fora da avenida, sobretudo entre eleitores conservadores.
A manifestação de Michelle Bolsonaro ecoou esse sentimento e reacendeu o debate sobre o uso do carnaval como palco para narrativas políticas e ideológicas, em um momento de forte polarização no país.
Caderno político


- Política do ES
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A Câmara Municipal de Vitória aprovou, na sessão desta quarta-feira (4), o Projeto de Decreto Legislativo nº 1/2026, que institui a Comenda José Maria Feu Rosa. A honraria será concedida a empresários e profissionais do mercado imobiliário que se destacam na atuação na capital capixaba. A proposta é de autoria do vereador Leonardo Monjardim (Novo).
De acordo com o texto aprovado, a comenda tem como finalidade reconhecer e valorizar agentes do setor imobiliário e da construção civil que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento urbano, econômico e social do município. A homenagem levará o nome de José Maria Feu Rosa, personalidade da história política, jurídica e administrativa do Espírito Santo, cuja trajetória é associada à defesa da legalidade, da ética e do interesse público.
Conforme o decreto legislativo, a concessão da Comenda José Maria Feu Rosa será feita exclusivamente por iniciativa dos membros da Mesa Diretora da Câmara, com aprovação do plenário. A entrega poderá ocorrer a qualquer tempo, em sessão solene realizada no Legislativo municipal.
O projeto define como profissionais do mercado imobiliário não apenas corretores de imóveis, mas também construtores, incorporadores, consultores, peritos e avaliadores imobiliários, gestores de vendas, profissionais administrativos do setor, analistas e desenvolvedores de marketing imobiliário, advogados especializados em direito imobiliário, além de engenheiros, arquitetos e profissionais registrados no CRECI, CREA e CAU. Também estão incluídos representantes de sindicatos, entidades de classe e empresários atuantes no segmento .
Na justificativa apresentada à Câmara, Leonardo Monjardim afirmou que a criação da comenda busca reconhecer a importância estratégica do setor para a cidade. Segundo o vereador, “os profissionais do mercado imobiliário desempenham papel essencial na garantia da segurança jurídica, da transparência e da legalidade das relações imobiliárias”, além de contribuírem para o ordenamento territorial e para o crescimento urbano planejado .
O parlamentar também destacou o papel da construção civil na geração de empregos, renda e arrecadação tributária, além da relação direta do setor com o direito à moradia. “O trabalho desenvolvido por esses profissionais está ligado à realização de sonhos, à formação de lares e à promoção da dignidade humana, em consonância com o direito social à moradia previsto na Constituição”, registrou Monjardim na justificativa do projeto .
Ao justificar a escolha do nome da comenda, o vereador ressaltou que José Maria Feu Rosa teve atuação relevante no serviço público e deixou um legado associado à modernização administrativa e ao desenvolvimento institucional e urbano do Espírito Santo. De acordo com o texto, a homenagem busca associar esse legado ao reconhecimento de profissionais que atuam com responsabilidade, ética e compromisso com o crescimento da cidade.

A sessão que aprovou a comenda contou com a presença da ex deputada Penha Feu Rosa, esposa do ex prefeito José Maria Feu Rosa, e suas filhas Rebeca, Leonor e Penélope Feu Rosa. Monjardim destacou a importância da família Feu Rosa na história capixaba.
Com a aprovação em plenário, o Projeto de Decreto Legislativo nº 1/2026 entra em vigor após a publicação oficial, passando a integrar o calendário de homenagens institucionais da Câmara Municipal de Vitória .
Policial


- Policial
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A frase tem sido repetida nos últimos carnavais e é sempre atual: “NÃO É NÃO!”. Em tempos de folia, é necessário lembrar que aquilo que não é divertido para todo mundo, não deve ser encarado como brincadeira, nem paquera. A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), aproveita a data mais festiva do ano para esclarecer que a importunação sexual é crime e que o corpo, a liberdade e a dignidade sexual da mulher devem ser respeitados, não só no Carnaval, mas em todos os dias do ano.
“Vamos todos curtir o carnaval e os bloquinhos com respeito às mulheres! Passou da hora de todos entenderem que, para vivermos em uma sociedade com igualdade de fato, temos que viver com RESPEITO! Nesse Carnaval, curta a folia com respeito. Respeite o corpo, a liberdade e a dignidade sexual da mulher. A importunação sexual é crime!”, enfatizou a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), delegada Cláudia Dematté.
A delegada explicou que as atualizações legislativas ocorridas nos últimos anos mudaram a forma como a Justiça trata a violência contra a dignidade sexual da mulher. Hoje, a legislação brasileira prevê os crimes de estupro, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual, entre outros que violam a dignidade, a liberdade sexual e o corpo feminino.
O crime de importunação sexual consiste em praticar contra alguém, e sem a anuência, ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. A importunação sexual era considerada contravenção até 2018, sendo cabível pena de multa. Com a lei 13.718, de 2018, a importunação sexual passou a ser crime, com pena de reclusão de 1 a 5 anos, se o ato não constitui crime mais grave.
“Por vezes, infelizmente, temos esse tipo de conduta repugnante praticada principalmente por homens em desfavor de mulheres em locais de grandes aglomerações, como shows, ônibus, vagões de trens, metrôs e blocos de carnaval. Com essa tipificação penal, a lei tornou crime casos como foi visto no Brasil nos últimos tempos, de homens que se masturbaram e ejacularam em mulheres em ônibus e metrôs. Homens que, durante festas e blocos de carnaval, por exemplo, passam a mão nas partes íntimas e seios das mulheres. Condutas como estas são repugnantes, ferem a dignidade sexual da mulher e devem ser punidas com rigor”, afirmou Cláudia Dematté.
O crime de assédio sexual defino no código penal ocorre quando o autor constrange alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se da própria condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. A pena é de detenção de 1 a 2 anos.
Se houver o emprego de violência ou grave ameaça para que a vítima pratique conjunção carnal ou qualquer ato libidinoso, pode ter configurada a prática de crime de estupro, cuja pena é de reclusão de 6 a 10 anos.
Orientações:
1 – A mulher que for vítima de crime contra a dignidade sexual não deve se calar. Se o crime estiver ocorrendo naquele momento, acione a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) pelo Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) 190, pois o autor poderá ser preso em flagrante. Se não for possível acionar a polícia imediatamente, a vítima deve procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do município onde ocorreu o fato ou a uma Delegacia Regional que funciona 24 horas, para registrar o Boletim de Ocorrência, que vai dar início a uma investigação.
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Cerca de 350 mil pessoas reunidas na Praia Central de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, protagonizaram neste sábado (14) um episódio que evidenciou a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um dos redutos mais conservadores do país. Durante o show do evento Agroplay Verão, parte do público passou a entoar xingamentos direcionados ao chefe do Executivo federal.
O ato ocorreu enquanto a cantora Ana Castela, atração principal da noite, se apresentava para a multidão. O cantor Zé Felipe também integrou a programação do evento, que atraiu moradores e turistas em plena alta temporada de verão.
Os gritos contra Lula chamaram a atenção pela dimensão e pela espontaneidade, ecoando ao longo da orla em meio a um público estimado em centenas de milhares de pessoas. Balneário Camboriú é historicamente identificada com pautas conservadoras e de direita. Nas eleições de 2022, o município deu expressiva votação a nomes ligados ao bolsonarismo, incluindo Jair Renan Bolsonaro, eleito vereador na cidade.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que Lula cumpria agenda festiva no Nordeste. O presidente participou do carnaval em Salvador e também esteve no Recife, onde acompanhou o tradicional desfile do Galo da Madrugada, sendo recebido com aplausos e manifestações de apoio por parte dos foliões.
O contraste entre os dois cenários reforça a divisão política do país. Enquanto em capitais do Nordeste o presidente foi ovacionado, no Sul a reação popular foi de hostilidade aberta, refletindo o desgaste do governo junto a parcelas expressivas da população e a polarização que segue marcando o debate político nacional.
- Notícias
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A escola de samba Acadêmicos de Niterói provocou indignação ao transformar grupos conservadores e religiosos em alvo de escárnio político durante o desfile deste domingo (15), no Carnaval do Rio de Janeiro. Em um enredo que exaltou o presidente Lula, a agremiação levou à avenida a ala “Neoconservadores em conserva”, que retratou adversários ideológicos do petista como figuras caricatas, embaladas em latas de conserva.
A ala, identificada pelo número 22, o mesmo utilizado nas urnas pelo Partido Liberal, apresentou fantasias que associavam o conservadorismo à ideia de algo ultrapassado, engessado e ridicularizado. A lata foi usada como símbolo da chamada “família tradicional”, descrita pela escola como composta apenas por homem, mulher e filhos, numa clara tentativa de desqualificar valores defendidos por milhões de brasileiros.
Entre os alvos do deboche, os evangélicos ganharam destaque negativo. Componentes desfilaram com referências religiosas colocadas “na lata”, em tom de escárnio, associando a fé cristã a um estereótipo político e ideológico. Líderes religiosos e fiéis foram representados como parte de um bloco conservador que, segundo a narrativa da escola, atuaria de forma retrógrada e intolerante na sociedade e na política.
Além dos evangélicos, a ala também satirizou produtores rurais, empresários, defensores das Forças Armadas e críticos do atual governo. Personagens sobre as cabeças dos integrantes simbolizavam, de forma generalizante, setores da sociedade que se opõem a Lula e defendem pautas como privatizações, flexibilização das leis trabalhistas, direito à legítima defesa e valores tradicionais.
No texto oficial do desfile, a escola ainda associou esses grupos a um suposto bloco conservador no Congresso Nacional, acusando-os de promover pautas como a ampliação do porte de armas, a exaltação militar e a defesa do agronegócio, sempre sob o rótulo pejorativo de “neoconservadores”.
A encenação escancarou o uso do carnaval como plataforma de militância política, financiada direta ou indiretamente por recursos públicos, para atacar visões de mundo legítimas e a fé de milhões de brasileiros. Para críticos, o desfile ultrapassou o limite da crítica política e entrou no campo da intolerância religiosa e do preconceito ideológico, normalizados sob o disfarce da sátira cultural.
O episódio reacende o debate sobre até que ponto manifestações artísticas podem servir como instrumento de ataque seletivo, especialmente quando miram crenças religiosas e valores morais profundamente enraizados na sociedade brasileira.
- Cidades
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Um piloto ficou ferido após sofrer um acidente durante um salto de wingsuit na Pedra do Cabrito, no interior de Castelo, no Sul do Espírito Santo, na manhã deste domingo (15). O esporte utiliza um traje especial que permite planar no ar, conhecido popularmente como “macacão com asas” ou “roupa de morcego”.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, o esportista perdeu o controle durante o salto e caiu entre árvores e uma pedra, em uma área de difícil acesso. O primeiro chamado foi registrado por volta das 7h.
Diante da impossibilidade de acesso por terra, duas aeronaves do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo foram acionadas para o resgate. A primeira equipe identificou que não seria possível retirar a vítima diretamente com o helicóptero. Com isso, uma segunda aeronave foi utilizada para transportar quatro bombeiros de Vitória até um platô, a cerca de 50 metros do local onde o piloto estava.
Após a operação de resgate, os militares constataram que o piloto apresentava ferimentos na perna. Ele foi encaminhado a uma unidade de saúde para avaliação e atendimento médico. O estado de saúde não foi detalhado.
Este é o segundo acidente envolvendo salto de wingsuit registrado na mesma região em poucos dias. Na sexta-feira (13), outro piloto também precisou ser resgatado por helicóptero após sofrer um acidente semelhante na Pedra do Cabrito, o que volta a acender o alerta sobre os riscos da prática em áreas de relevo acidentado e de difícil acesso.
- Nacional
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A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master provocou reação imediata entre parlamentares da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva e ampliou a tensão política em Brasília. Toffoli deixou a condução do processo após reunião com os demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça.
A mudança foi interpretada por congressistas como um sinal de que as investigações podem avançar sem interferências. Mendonça passa a concentrar duas relatorias consideradas sensíveis dentro do Palácio do Planalto: além do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, ele também é relator da ação relacionada ao escândalo no INSS, que menciona Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Reação imediata da oposição
Nas redes sociais, deputados comemoraram a saída de Toffoli e manifestaram apoio ao novo relator. A deputada Bia Kicis classificou a mudança como uma “grande notícia” e afirmou esperar que a Justiça seja feita. Já o deputado Nikolas Ferreira desejou força e coragem a Mendonça para “enfrentar o mal”, em referência ao que considera um ambiente de blindagem política em torno do caso.
O deputado Mario Frias declarou esperar que o processo passe a ser tratado “com seriedade, sem blindagem e sem jogo de bastidor”. No mesmo tom, Carlos Jordy afirmou que a mudança representa “sinais de tempos melhores”, mas reforçou que a oposição seguirá pressionando pela instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.
Caso Banco Master e pressão política
O inquérito sobre o Banco Master envolve suspeitas de fraudes financeiras e operações irregulares de grande vulto, com desdobramentos que atingem o sistema político e o Judiciário. A permanência do caso sob a relatoria de Toffoli vinha sendo alvo de críticas da oposição, que apontava decisões anteriores do ministro como favoráveis a investigados em outros processos de corrupção.
Com a redistribuição para André Mendonça, parlamentares avaliam que o STF envia um recado de maior rigor institucional. Ao mesmo tempo, o fato de o ministro também relatar o caso do INSS amplia a apreensão no núcleo político do governo, já pressionado por denúncias que atingem diretamente o entorno presidencial.
A expectativa agora é que os próximos despachos do novo relator indiquem se o caso avançará com maior transparência e se haverá espaço para aprofundar investigações que, segundo a oposição, foram travadas nos últimos meses.


- Nacional
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Parlamentares da oposição convocaram uma manifestação nacional para o dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 14h. O ato terá como palavra de ordem “fora Lula, Moraes e Toffoli” e foi divulgado nas redes sociais por deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).
Em vídeo publicado nas redes, Nikolas Ferreira fez um apelo direto à população e questionou até quando os brasileiros irão tolerar escândalos envolvendo corrupção e conflitos de interesse no poder público.
“Se você é brasileiro, esse vídeo só tem uma pergunta pra você: qual escândalo precisa acontecer pra que você diga chega?”, afirmou o parlamentar.
Nikolas citou denúncias recentes envolvendo o Banco Master, além de contratos e relações que, segundo ele, atingem pessoas próximas a ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes do governo federal. O deputado também cobrou a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso.
“Tá todo mundo vendo isso acontecer e, ainda assim, o Alcolumbre, que é presidente do Congresso, se nega a instalar a CPMI pra investigar o Banco Master”, declarou.
Já o deputado Gustavo Gayer classificou a manifestação como um verdadeiro teste de reação da sociedade diante do cenário político atual.
“Chegou o grande teste para saber se o Brasil acordou. Veja o que estamos enfrentando: escândalo do Banco Master, escândalo no INSS com o filho do Lula, escândalo do IBGE, escândalo dos Correios, a nossa Suprema Corte destruindo a nossa democracia. Agora é hora de mostrar que não só acordamos, como também estamos dispostos a lutar”, disse.
O ato tem como alvos diretos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli, frequentemente criticados por parlamentares e eleitores da direita.
Nikolas Ferreira reforçou o chamado à mobilização popular e afirmou que o momento exige reação firme da sociedade.
“Mais do que nunca, chegou a hora da gente acordar mais brasileiros. Mostrar que não vamos ser cúmplices dessa impunidade”, concluiu.
A expectativa dos organizadores é de que o ato reúna milhares de manifestantes e se torne um novo marco de pressão popular contra o governo Lula e decisões do Supremo Tribunal Federal.
- Espírito Santo
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Quem pegar as rodovias federais do Espírito Santo durante o Carnaval de 2026 vai encontrar um cenário de fiscalização reforçada e altamente tecnológica. A Operação Carnaval, da Polícia Rodoviária Federal, aposta em câmeras com Inteligência Artificial (IA), drones e radares com registro de imagem para monitorar, em tempo real, as principais BRs que cortam o Estado.
Entre as estratégias está o uso de sistemas avançados de videomonitoramento, capazes de identificar automaticamente infrações como não uso do cinto de segurança, manuseio de celular ao volante, excesso de lotação e transporte irregular de passageiros. As imagens são analisadas por softwares de IA e encaminhadas diretamente às equipes em campo.
Todos os equipamentos estão integrados ao Centro de Comando e Controle Regional da PRF, que acompanha o fluxo das rodovias em tempo real e direciona as viaturas conforme a necessidade. A promessa é ampliar a capacidade de resposta e coibir condutas de risco, especialmente em períodos de grande movimento.
meras de alta resolução equipadas com inteligência artificial e tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), que permite a leitura automática das placas dos veículos.
Instalados em pontos estratégicos, os equipamentos contam com sistema de infravermelho e iluminadores, garantindo imagens nítidas inclusive à noite, sem causar ofuscamento aos motoristas. O software consegue identificar irregularidades mesmo em veículos em alta velocidade.
Nesta fase inicial, o sistema detecta infrações como ausência do cinto de segurança, uso de celular ao volante e transporte de crianças ou animais no banco dianteiro, entre outras condutas consideradas de alto risco. Policiais rodoviários federais passaram por treinamento específico, e a tecnologia já está em operação.
Além das câmeras fixas, drones serão utilizados como ferramenta de observação aérea, principalmente para flagrar ultrapassagens proibidas e manobras perigosas em trechos de pista simples ou com visibilidade reduzida. O controle de velocidade também será intensificado, com atenção especial às BR-101 e BR-262, que concentram maior fluxo de veículos durante o feriado.
Restrição para veículos de carga
Durante o Carnaval, a PRF também adotará restrição temporária de tráfego para determinados veículos de carga nas rodovias federais de pista simples no Espírito Santo. A medida busca melhorar a fluidez do trânsito e reduzir o risco de acidentes nos dias de maior movimentação.
A restrição está prevista na Portaria DIOP/PRF nº 12, de 30 de janeiro de 2026, e vale para veículos ou combinações de veículos, com ou sem Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE), que ultrapassem qualquer um dos seguintes limites:
- 2,60 metros de largura
- 4,40 metros de altura
- 19,80 metros de comprimento
- 58,5 toneladas de Peso Bruto Total Combinado (PBTC)
Dias e horários das restrições
- 13/02 (sexta-feira): 16h às 22h
- 14/02 (sábado): 6h às 12h
- 17/02 (terça-feira): 16h às 22h
- 18/02 (quarta-feira): 6h às 12h
Com o uso intensivo de tecnologia e regras mais rígidas, a PRF aposta em um Carnaval mais seguro nas rodovias federais capixabas, deixando claro que a imprudência ao volante será monitorada de perto.
















