hanseníase é uma doença desafiadora, sob o ponto de vista da saúde pública, e tem um mês dedicado à conscientização e ao combate: o janeiro roxo.  A Secretaria da Saúde (Sesa) alerta a população para conhecer mais sobre ela para, em caso do aparecimento de sintomas, buscar ajuda rapidamente nas unidades de saúde mais próximas.

Provocada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica, que afeta a pele e os nervos periféricos. Os sintomas são manchas claras, amarronzadas e avermelhadas sem sensibilidade; formigamentos e pontadas nos braços e pernas; fraquezas nas mãos e pés; caroços e nervos engrossados e doloridos.

Há pacientes que não apresentam sintomas. Nesse caso, eles sentem dores nas articulações, que podem causar dificuldades motoras e perdas de pelos em locais específicos, como sobrancelhas e cílios, por exemplo.

A hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba. No dia 28 deste mês, é comemorado o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase.

Em 2025, houve redução de casos novos da doença. Foram registrados 428 pacientes com hanseníase. Já em 2024, o Estado diagnosticou 465 pessoas com essa patologia.

Casos novos de hanseníase no Espírito Santo

2025: 428

2024: 465

2023: 447

2022: 383

2021: 326

2020: 325

Fonte: ESUS-VS. 

“A Secretaria da Saúde trabalha em diversas frentes, junto com os municípios, para que o diagnóstico da doença seja precoce, para minimizar as sequelas da hanseníase, como a incapacidade física. O tratamento com remédios dura de seis meses a um ano, dependendo do estágio da doença”, explicou a referência técnica em hanseníase da Sesa, Thicianna Castro.

As equipes da atenção básica fazem a avaliação clínica dos pacientes para identificar a doença. Quando o caso é confirmado, as equipes fazem uma investigação das pessoas que tiveram contato com os pacientes.  A investigação de contatos que convivem ou conviveram, residem ou residiram, de forma prolongada com pacientes acometidos por hanseníase, é a principal forma de prevenção. Essa é uma medida para evitar novos adoecimentos pelo contágio da doença.

“Quando iniciado o tratamento, os remédios já interrompem a transmissão da doença. A hanseníase tem cura. Precisamos superar o preconceito com a doença, e buscar as unidades de saúde para um cuidado especial, que vai até a alta do paciente e de seus contatos”, explicou Thicianna.

Seminário

Os esforços da Sesa para redução de novos casos também estão na capacitação dos profissionais de saúde do SUS capixaba, já que a doença é de difícil identificação, pois possui sintomas similares a diversas doenças, como as dermatológicas ou mesmo autoimunes.

De acordo com a referência técnica em hanseníase da Sesa, Marcília Miranda, cerca de 200 profissionais da saúde dos 78 municípios, entre enfermeiros(as), médicos(as), agentes comunitários, fisioterapeutas, assistentes sociais, técnicos(as) de laboratórios, farmacêuticos(as), e servidores das vigilâncias epidemiológicas, vão participar do Seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”, que deve acontecer na próxima sexta-feira (23).

O objetivo do encontro é, além da atualização sobre o tema, promover a integração das equipes de saúde no fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico e tratamento da hanseníase, do momento da notificação até a alta por cura.

São até quatro vagas por município. O profissional de saúde tem um papel fundamental na identificação da doença. Por isso, esse seminário é tão importante no combate à hanseníase no Estado. Sabemos que ela pode ser facilmente confundida. Esta capacitação possibilitará o diagnóstico preciso e o tratamento mais rápido para o paciente e seus contatos.

Confira a programação do Seminário “Hanseníase: utilizando novas tecnologias para o diagnóstico”

Sexta-feira, dia 23

8h – Credenciamento e acolhida

9h – Abertura oficial do evento e a palestra “Diagnóstico clínico e diferencial da hanseníase –

Formas Clínicas e Operacionais da Hanseníase”, com a palestrante Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira.

10h15 – “Prevenção de Incapacidades na Hanseníase: pilar do cuidado integral ao paciente”, com o palestrante Arlindo Elias Neto.

10h45 – “Novas tecnologias, recomendações e fluxos para o diagnóstico da Hanseníase: Fluxogramas estabelecidos no PCDT da Hanseníase para diagnóstico e tratamento; Uso do teste rápido na avaliação de contatos de casos de hanseníase; Utilização de teste biomolecular na avaliação de contatos de casos de hanseníase; e Investigação da resistência antimicrobiana na hanseníase”, com o palestrante Alexandre Casimiro.

13h – “Baciloscopia: coleta de material e coloração/leitura”, com a palestrante Maria Carolina Faiçal Campana.

13h45 – Trabalho em grupo e apresentação da palestrante Maria Leide Wand-Del-Rey de Oliveira.

15h15 – Debate com os palestrantes.

17h – Encerramento.

Projeto pioneiro do vereador Leonardo Monjardim (Novo) ultrapassa os limites municipais e estaduais, tornando-se modelo de política pública para todo o Brasil

A capital Vitória entrou para o mapa das cidades mais inovadoras do país em políticas públicas de saúde com a Lei nº 10.068/2024, de autoria do vereador Monjardim (Novo), que instituiu o “Programa de Monitorização Contínua da Glicose”, garantindo o fornecimento gratuito de sensores a crianças com diabetes tipo 1.

Mais do que uma conquista local, a iniciativa ultrapassou os limites do município e do Estado, ganhando destaque nacional e sendo reconhecida como referência em saúde preventiva e tecnologia assistiva. Diversas cidades já estudam adotar o mesmo modelo, inspirado no exemplo do parlamentar capixaba.

Inovação e humanização na saúde pública

O programa tem como foco melhorar a qualidade de vida das crianças e reduzir a judicialização do direito à saúde, oferecendo segurança e acesso aos pacientes que buscam auxílio do poder público. Por meio de sensores que realizam a leitura contínua da glicose, o projeto possibilita o monitoramento em tempo real, prevenindo crises e complicações graves, como convulsões, um método que vem salvando vidas:

“É uma conquista da sociedade, um direito que proporciona um pouco mais de conforto e alívio para as nossas crianças e para os pais e responsáveis. É nessa política que eu acredito e busco todos os dias, sempre focado em criar iniciativas que melhorem cada vez mais a vida do cidadão”, destacou o vereador Monjardim.

A Secretaria Municipal de Saúde é responsável pela execução do programa, incluindo a capacitação de profissionais da saúde e da educação para o uso adequado dos dispositivos.

O benefício é voltado a crianças de 4 a 12 anos, residentes em Vitória, matriculadas na rede pública municipal de ensino e diagnosticadas com diabetes tipo 1 (DM1), conforme laudo médico e receita atualizada. Os beneficiários também precisam estar cadastrados no SUS ou na Rede Bem Estar (RBE).

A integração entre as áreas de Saúde e Educação é um dos diferenciais do programa, que garante acompanhamento contínuo dentro das escolas, reduzindo riscos e fortalecendo a inclusão.

De Vitória para o Brasil

O projeto de Leonardo Monjardim tem repercutido em todo o país e vem sendo citado como modelo de política pública eficiente, moderna e humana. Estados e municípios já demonstraram interesse em replicar a lei, que alia tecnologia, prevenção e cuidado social:

“Reitero que nosso objetivo sempre foi salvar vidas e oferecer dignidade às famílias. Saber que esse projeto está inspirando outras cidades do Brasil é a maior recompensa de um trabalho construído com amor e responsabilidade pública”, complementou o vereador da capital.

Inovação e consolidação

Com a lei em pleno vigor, o município de Vitória se consolida como referência nacional em políticas públicas de saúde, reforçando o protagonismo capixaba e mostrando que é possível unir inovação e sensibilidade social na gestão pública.

O Programa de Monitorização Contínua da Glicose é hoje um exemplo de que boas ideias locais podem transformar o país quando há compromisso com o bem-estar e o futuro das pessoas.

XFG, chamada de “variante da rouquidão”, provoca sintomas incomuns e já preocupa autoridades de saúde

O Piauí registra os primeiros casos da nova variante da Covid-19, batizada de XFG e conhecida popularmente como “variante da rouquidão”. Até agora, 21 pacientes precisaram ser internados, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), embora nenhum tenha apresentado complicações graves ou evoluído para óbito.

Marylane Viana, gerente de Vigilância em Saúde da Sesapi, explicou que a variante é um desdobramento da ômicron e se diferencia pelos sintomas. Entre eles estão rouquidão, respiração curta, zumbido nos ouvidos, perda de olfato e paladar, e até episódios de surdez temporária.

“Até o momento, os pacientes precisaram de internação para observação e suporte, mas felizmente não evoluíram para casos graves”, afirmou Marylane Viana.

Os registros mostram que homens entre 15 e 39 anos estão entre os mais afetados, um grupo com maior circulação por conta de trabalho e atividades produtivas. A Sesapi reforçou que a vacinação continua sendo a principal defesa contra a doença, especialmente para crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

Além da imunização, a orientação é que quem apresentar sintomas utilize máscara, evitando a propagação da variante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificou a XFG como uma variante sob monitoramento e confirmou sua presença em 38 países, mantendo alerta sobre a necessidade de vigilância.

“É fundamental que a população não subestime os sintomas, mesmo que pareçam leves, e continue seguindo os cuidados básicos”, concluiu a gerente da Sesapi.

Imunizante contra bronquiolite será distribuído a partir de novembro e terá produção nacional

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar ainda neste ano a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, doença que atinge especialmente bebês e crianças pequenas.

Mais de 1,8 milhão de doses foram adquiridas por meio de acordo entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer. Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição do imunizante na rede pública terá início na segunda quinzena de novembro.

O ministério informou ainda que, por meio de uma parceria de transferência de tecnologia, o Brasil começará a produzir a vacina localmente, garantindo oferta contínua e fortalecendo a disponibilidade do medicamento no SUS.

Apresentador deixou o Hospital Albert Einstein depois de cirurgias de fígado e rim; esposa disse que as orações fizeram diferença

O apresentador Fausto Silva recebeu alta nesta quinta-feira (28) do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele passou, no início do mês, por dois transplantes, um de fígado e outro de rim e, de acordo com os médicos, está reagindo bem.

Em boletim, a equipe responsável informou que “o paciente se encontra bem clinicamente, com bom funcionamento dos órgãos transplantados”.

Faustão estava internado desde 21 de maio, quando uma infecção bacteriana evoluiu para sepse e exigiu novos procedimentos. Nos últimos dois anos, ele já havia enfrentado outras cirurgias delicadas: recebeu um coração em 2023 e fez um transplante renal em 2024.

Nas redes sociais, a esposa, Luciana Cardoso, agradeceu pelas manifestações recebidas durante a recuperação. “Obrigada a todos que torceram e oraram por ele”, escreveu.

Um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA), publicado na revista Nature Medicine, trouxe um sopro de esperança na luta contra o câncer de pâncreas, um dos mais agressivos e difíceis de tratar. A pesquisa mostrou que uma vacina experimental pode ajudar o corpo a reagir de forma mais eficaz contra a doença, reduzindo o risco de retorno após o tratamento.

O que chamou a atenção dos médicos foi a duração da resposta imunológica: em alguns pacientes, o organismo conseguiu manter o câncer sob controle por muito mais tempo do que o previsto.

A vacina foi criada para atacar mutações no gene KRAS, presentes em 90% dos casos de câncer de pâncreas e em metade dos cânceres colorretais. Na prática, ela “treina” o sistema imunológico a identificar e destruir células com essa alteração, abrindo caminho para uma alternativa promissora em um cenário onde as opções ainda são limitadas.

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