Na semana passada, circularam rumores sobre a possível filiação do prefeito Arnaldinho ao partido NOVO e sua eventual candidatura pelo partido. Para esclarecer esse cenário e entender os planos do NOVO para as eleições de 2026, conversamos com o presidente estadual do partido. Nesta entrevista, ele comenta a situação da filiação do prefeito, confirma a candidatura de Monjardim ao Senado e detalha a estratégia do partido para o próximo pleito eleitoral no Espírito Santo.
Vereador Monjardim(NOVO) e Iuru Aguiar, Presidente do NOVO no Espírito Santo
Na semana passada circularam matérias com a possível filiação do prefeito Arnaldinho ao partido NOVO Ele será mesmo candidato pelo NOVO ?
“Foi uma conversa muito franca, muito aberta, mas nada de decisão tomada(…). Ele pediu para conversar com a direção nacional, e a direção nacional ratificou o que o NOVO sempre faz: quem vai decidir é aqui, a estadual. Nós que vamos decidir.”
E o Monjardim? O martelo está batido mesmo? Ele vai ser candidato ao Senado?
“O Monjardim é, de fato, o nosso candidato ao Senado. O Monjardim tem entrega ao NOVO e, faz parte da nossa estratégia de crescimento do partido no Espírito Santo”.
E se na construção do arco de alianças partidárias do projeto majoritário for necessário a retirada da candidatura do Monjardim ao Senado ?
“A candidatura de Monjardim e inegociável, temos um projeto de médio e longo prazo e essa candidatura faz parte do nosso planejamento”.
E você acha que a candidatura do Monjardim contribui para o Senado?
“Muito. O Monjardim é uma pessoa com valores conservadores muito bem definidos. Defende pautas como liberdade econômica, incentivo ao empreendedorismo e, com absoluta certeza, será um representante comprometido com os interesses do Estado do Espírito Santo no Congresso Nacional. É um político preparado, e acredito que ele tem muito a contribuir no Senado, tanto pela sua capacidade intelectual quanto pela sua habilidade de articulação política.”
Tenho percebido uma aproximação da candidatura do Monjardim com a candidatura da Maguinha (PL). Existe essa construção do senhor com o senador Magno Malta?
“O NOVO e o PL são dois partidos que representam o campo da direita no Brasil. Penso que essa aliança é natural. Hoje, ambos já definiram seus nomes para o Senado Federal, e vejo com muito bons olhos essa construção, na qual teremos o nosso candidato ao Senado, Leonardo Monjardim, e a Maguinha Malta pelo PL”.
Então, as candidaturas do NOVO e do PL representam as candidaturas da direita ao Senado pelo Espírito Santo?
” Exatamente. Da nossa parte, o NOVO já confirmou o nome de Monjardim para o Senado, da mesma forma que o PL já definiu Maguinha como sua candidata “.
E quais foram os pilares que foram usados para definir essa candidatura?
“Primeiro, o reconhecimento do trabalho do Monjardim e a janela de oportunidade que a gente tem para promover o NOVO no Espírito Santo — que é um partido de direita com grandes quadros no Brasil, seja no Executivo, com o Romeu Zema, governador de Minas, e com o Adriano Silva, prefeito de Joinville; seja no Legislativo, com o Marcel Van Hattem, o Gilson Marques, a Adriana Ventura, o Ricardo Salles, o Luiz Lima e o nosso senador Girão. Então, com esse quadro nacional entendemos que esta é uma grande janela de oportunidade do partido com a qualidade técnica e politica do Monjardim, se juntando aos nossos quadros nacionais”.
Conversamos também com o senador Magno Malta (PL), que acompanha de perto a movimentação da direita no Espírito Santo e confirmou a articulação em curso entre os dois partidos:
“O PL vem conversando com o NOVO e, majoritariamente, firmando uma parceria.”
Vereador Monjardim(NOVO), Senador Magno Malta(PL) e Maguinha Malta (PL)
Embora ainda não haja decisão definitiva sobre a filiação do prefeito Arnaldinho ao NOVO, as conversas estão abertas e a definição ficará a cargo da direção estadual e das avaliações futuras. Por outro lado, a candidatura do Monjardim ao Senado está consolidada e inegociável dentro da estratégia do partido, que aposta em sua preparação técnica e alinhamento com os valores do NOVO.
Além disso, fica clara a busca por uma aproximação estratégica com o PL, outro partido de direita, para fortalecer a representação conservadora no Senado pelo Espírito Santo. Com quadros nacionais fortes e uma crescente visibilidade no estado, o NOVO se posiciona para disputar o pleito de 2026 com foco no empreendedorismo, liberalismo econômico e defesa do dinheiro público, da liberdade e pautas conservadoras, buscando ampliar sua influência política regional.
Este cenário aponta para uma eleição competitiva, especialmente na direita, com alianças e candidaturas bem definidas que prometem movimentar o tabuleiro eleitoral capixaba nos próximos meses.
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Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.
Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.
Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.
Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.
De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”
Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).
Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.
A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.
“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.
A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.
“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.
O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.
Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.
A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.
Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.
m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.
A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.
Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.
Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.
“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.
Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.