A expansão da composição do projeto Du

Mesmo com as convenções partidárias marcadas, o pré-candidato a prefeito de Vitória tem conversado com partidos e lideranças políticas.

A agenda do pré-candidato a prefeito da capital Eduardo Spadetto Ramlow, conhecido como Du (Avante), foi bastante agitada nos últimos dias. Após anunciar sua pré-candidatura, em menos de duas semanas seu nome já aparece nas pesquisas eleitorais, uma largada que chama atenção, devido às diferentes características dos demais concorrentes. Du é um empresário bem-sucedido, um fator que pode ser a grande surpresa do próximo pleito.

A primeira conversa foi com o partido Podemos, do deputado Gilson Daniel e da vice-prefeita de Vitória e também pré-candidata, Capitã Estéfane. A pauta não foi revelada; contudo, pessoas próximas afirmaram que uma possível composição não está descartada: “Gilson Daniel e a Capitã Estéfane procuraram o Du e as conversas continuam. Não será surpresa para ninguém caso, lá na frente, aconteça um compromisso maior entre eles. A conversa foi de alto nível e com alinhamentos importantes. Em breve teremos novidades”, destacou.

O segundo encontro foi com o pré-candidato a prefeito Coronel Wagner (sem partido). O militar, que vem conversando com algumas siglas partidárias, comentou sobre o encontro: “Foi um bate-papo muito agradável e com detalhes que não posso revelar. Fui surpreendido com o nível político do Du e pude conhecer parte da sua estrutura de trabalho e equipe. Confesso que fiquei impressionado com tudo que ouvi e vi. Eu vou seguir com o meu propósito, mantendo meu nome na corrida para prefeito. Tem muita coisa para acontecer ainda e, por ser militar da ativa, a legislação eleitoral me permite esperar um pouco mais para minha filiação, até o dia 15 de agosto, prazo final para registro de candidaturas. Estou com uma competente equipe estudando a cidade e levantando os reais dados da nossa capital”, complementou.

No terceiro momento, Du foi à Colatina, onde se encontrou com Renzo Vasconcelos, presidente estadual do PSD. O assunto continuou em torno das prefeituras de Colatina e Vitória: “Foi uma reunião entre duas pessoas bem resolvidas e com projetos semelhantes para Colatina e Vitória. A possível costura entre o Avante e o PSD não está descartada. Avançamos bem e o fechamento da semana promete. O mercado político está conhecendo um novo caminho para Vitória e está surpreso com o Du. O jogo está apenas começando e há muita novidade pela frente. É política com P maiúsculo”, afirmou Aldeci Carvalho, estrategista da pré-campanha de Du.

Por último, ocorreu o encontro entre Du e o deputado Da Vitória, presidente estadual do Progressista (PP), partido ao qual Du estava filiado: “Foi um encontro de dois amigos de longa data que estão buscando o melhor para a capital. A pauta é um mistério, porém, os dois saíram empolgados com a possibilidade de apresentar um projeto em conjunto para Vitória. Du tem demonstrado um poder de diálogo de quem é experiente e tem muita bagagem. Pode surgir um grande bloco para a disputa e o mérito é dele, que está disposto a abrigar amigos e aliados, mostrando que governar também é gerenciar pessoas e potencialidades. A sociedade só tem a ganhar com essas ações inteligentes e pacificadoras. Vitória precisa de união política para voltar a crescer e ser o centro econômico do Espírito Santo; esse é o foco”, complementou um ex-correligionário de partido.

Com essa avalanche de agendas estratégicas e encontros importantes, o pré-candidato Du vai expandindo suas possíveis alianças e pode crescer mais do que seus concorrentes esperam. Foi o que ele apontou: “Tem muita gente à frente nas pesquisas que é a opção de quem ainda não tem opção. Estamos identificando esse bolsão de dúvidas e trabalhando firme para que esse eleitor consciente decida por um projeto verdadeiro que, de fato, acrescente algo ao seu dia a dia, gere oportunidades e melhore a qualidade de vida do cidadão, que é a razão maior do nosso projeto”.

Nos próximos dias, o Avante realizará sua convenção. A expectativa é que um grande bloco partidário seja formado para disputar a prefeitura da capital.

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Redação O Fator Brasil

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Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

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