DEHPP apresenta balanço de 2025 e destaca menor número de homicídios dos últimos 29 anos no Espírito Santo

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), apresentou o balanço das ações desenvolvidas ao longo do ano de 2025, destacando um marco histórico na segurança pública capixaba: o menor número de homicídios registrados nos últimos 29 anos no Estado.

Em 2025, foram contabilizados 796 homicídios dolosos, o menor número desde 1996, quando teve início a série histórica. É a primeira vez, em quase três décadas, que o Espírito Santo encerra um ano com menos de 800 homicídios. Em comparação com 2024, até então o melhor resultado da série, com 854 casos, houve uma redução de 6,8%, o que representa 58 vidas poupadas.

Os dados apresentados também evidenciam que, além da redução geral dos homicídios, dez municípios capixabas não registraram nenhuma ocorrência desse tipo em 2025. Destaque para Dores do Rio Preto, que alcançou a marca de 1.324 dias sem registros, seguido por Iconha, com 1.109 dias, e Vila Pavão, com 784 dias sem ocorrências.

A Região Sul alcançou o melhor desempenho de sua história, com redução de 33,3% nos homicídios em relação ao ano anterior. A Região Serrana apresentou queda de 25,4%, enquanto a Região Noroeste registrou redução de 12,6%.

Resultados expressivos também foram observados na redução da violência contra a mulher. Em 2025, foram registrados 75 homicídios de mulheres, o menor número da série histórica desde 1996. Especificamente nos casos de feminicídio, houve redução de 15,4% em relação a 2024, passando de 39 para 33 ocorrências, o menor índice desde 2017.

Ações do DEHPP no enfrentamento à criminalidade

Ao longo do ano, o DEHPP desenvolveu ações estratégicas de enfrentamento à criminalidade, com trabalho técnico e operacional que resultou na prisão de centenas de autores de homicídios, além da repressão e do desmantelamento de organizações criminosas que tentam atuar no Estado.

Na Região Metropolitana, historicamente mais impactada pela violência letal, 2025 apresentou o melhor resultado da série histórica, com 395 homicídios, frente a 403 registros em 2024.

No total, foram deflagradas 903 operações policiais, cumpridos 287 mandados de busca e apreensão e 714 mandados de prisão, entre temporários e preventivos, culminando na prisão de 581 pessoas e na apreensão de 29 adolescentes em conflito com a lei, em decorrência de flagrantes ou ordens judiciais. As ações também resultaram na apreensão de 81 armas de fogo, retiradas de circulação.

De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, os números refletem a consolidação de um modelo de atuação baseado em inteligência, planejamento e resposta rápida às práticas criminosas.

“Os resultados alcançados em 2025 são fruto de um trabalho técnico e contínuo, com investigações qualificadas, ações integradas e presença constante das equipes do DEHPP nos territórios mais sensíveis. A redução histórica dos homicídios demonstra a efetividade da atuação da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes contra a vida”, destacou o delegado.

Principais prisões realizadas ao longo do ano

No dia 17 de março, no bairro Jaburuna, em Vila Velha, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha realizou uma operação para o cumprimento de mandado de prisão contra o autor do homicídio que vitimou o professor de jiu-jitsu Stanley Baldan Stein. O crime foi registrado no dia 28 de agosto de 2025.
No mês de junho, outra prisão de destaque foi realizada, com a captura, no Estado de Minas Gerais, de um dos autores do homicídio que vitimou o empresário Wallace Borges Lovato, no bairro Praia da Costa, em Vila Velha.

No dia 08 de agosto, uma operação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana resultou na prisão em flagrante de um homem de 26 anos, apontado como autor do homicídio ocorrido em um frigorífico no bairro Morada de Vila Bethânia, em Viana. A vítima, Jones Conceição dos Santos, de 33 anos, foi atacada de forma violenta e inesperada.

A Operação Terra Santa, deflagrada no dia 06 de novembro em parceria com a Polícia Penal do Espírito Santo (PPES), a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) e a Guarda Municipal de Vila Velha (GMVV), mobilizou cerca de 100 agentes. A ação teve como principal objetivo a repressão às quadrilhas de narcotraficantes que atuavam na região da Grande Santa Rita, área que se encontrava conflagrada em razão da disputa por pontos de venda de entorpecentes. Após a deflagração da operação, foi observada redução significativa nas ocorrências de disparos de arma de fogo e nos registros de homicídios na região.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, os resultados alcançados refletem uma política pública estruturada e integrada, com investimentos contínuos e fortalecimento das instituições.

“O balanço apresentado demonstra o comprometimento dos nossos policiais, o trabalho integrado com as forças de segurança e os elevados investimentos do Governo do Estado em tecnologia e ferramentas para o combate à criminalidade. Encerramos o ano de 2025 com a menor taxa de homicídios dos últimos 29 anos e vamos continuar trabalhando de forma firme no enfrentamento ao crime”, afirmou Arruda.

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Redação O Fator Brasil

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Em um cenário nacional marcado por debates ideológicos acirrados e por uma crescente polarização em torno do papel das Forças Armadas e das forças de segurança, os militares têm sido, em muitos espaços institucionais, pouco defendidos ou até mesmo alvo de discursos críticos nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. A ausência de uma defesa consistente dessas instituições, especialmente no campo político, tem ampliado a sensação de distanciamento entre os parlamentares e os profissionais responsáveis pela garantia da ordem e da soberania nacional.

Na contramão desse movimento, na Câmara Municipal de Vitória, capital do Espírito Santo, o vereador Leonardo Monjardim, que é descendente de uma família de tradição militar, consolidou-se como uma voz permanente em defesa das Forças Armadas e das Forças Auxiliares. Sua atuação vai além do discurso pontual, sendo marcada por posicionamentos frequentes, embates políticos e iniciativas legislativas voltadas ao reconhecimento histórico e à valorização da carreira militar.

Ao longo de seu mandato, Monjardim tem sustentado que a segurança pública e a defesa nacional não podem ser tratadas como pautas secundárias. Em debates no plenário, Monjardim tem enfrentado parlamentares de esquerda ao defender a atuação firme da Polícia Militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas, sempre ressaltando a necessidade de apoio dos poderes e da sociedade em favor dos policiais.

Além do discurso político em defesa da segurança pública, Monjardim tem transformado essa pauta em ações legislativas concretas. O vereador é autor de uma série de leis que reconhecem, valorizam e preservam a memória das instituições militares e de seus integrantes no município de Vitória.

De acordo com o vereador Monjardim, “as Forças Armadas e as Forças Auxiliares de Segurança exercem um papel indispensável na preservação da ordem, da soberania e da segurança da população, merecendo o reconhecimento institucional pelo serviço que prestam diariamente à sociedade. É lamentável que parte da sociedade, da imprensa e até de alguns órgãos públicos não compreenda a real dimensão desse valor e, muitas vezes, dirija críticas injustas a esses profissionais que dedicam suas vidas à proteção da sociedade.”

Entre as iniciativas está a criação da Comenda Duque de Caxias, em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do Exército Brasileiro, reforçando o reconhecimento institucional aos militares que se destacam na defesa da pátria e da ordem pública. No calendário oficial da cidade, também foram instituídas datas comemorativas de entidades ligadas às Forças Armadas e Auxiliares, como a Lei 10.261/2025, que reconhece e celebra a Fundação da AORE (Associação de Oficiais R/2), a Lei 10.301/2026, que reconhece e celebra a Fundação da AVEPES (Associação de Veteranos da Pelopes), a Lei 10.284/2025, que reconhece e celebra a Fundação da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, a Lei 10.094/2024, que reconhece e celebra o Dia do Adesguiano, a Lei 9.998/2023, que reconhece e celebra o Dia do Oficial da Reserva R/2, a Lei 10.234/2025, que reconhece e celebra o Aniversário do 38º Batalhão de Infantaria, Batalhão Tibúrcio, e a Lei 10.235/2025, que reconhece e celebra a Fundação da FEB (Força Expedicionária Brasileira), a Lei 10.260/2025, que reconhece e celebra a Fundação da SABATI (Sociedade Amigos do Batalhão Tibúrcio), e a Lei 10.307/2026, que reconhece e celebra a Fundação da SOAMAR (Sociedade Amigos da Marinha).

Com uma atuação marcada pela coerência entre discurso e prática legislativa, Leonardo Monjardim consolida-se em Vitória como uma das principais referências políticas na defesa dos militares, das forças auxiliares e da valorização institucional daqueles que dedicam suas vidas à segurança pública e à soberania nacional.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) decidiu transformar o inconformismo político em gesto concreto. Desde a manhã desta segunda-feira (19), ele percorre a pé mais de 200 quilômetros pela BR-040, saindo de Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. A chegada está prevista para o próximo domingo (25), quando aliados planejam um ato público na capital federal. A iniciativa foi batizada de “caminhada pela liberdade”.

A decisão veio após o cumprimento de agenda em Minas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas contou que desistiu de voltar para casa ao sentir que não poderia simplesmente seguir a rotina diante do que classificou como uma sequência de abusos e escândalos políticos no país. Segundo ele, há um processo de normalização de fatos graves que deveria causar indignação coletiva.

“Meu coração tem ficado inquieto há muito tempo com o que está acontecendo. O brasileiro foi colocado numa posição de impotência, quase de manipulação psicológica, em que nada mais choca”, afirmou o parlamentar, ao mencionar as condenações ligadas aos atos de 8 de janeiro e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas sustenta que a sensação de impotência não atinge apenas a população, mas também parlamentares, que, segundo ele, estariam de mãos atadas diante de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom crítico, o deputado direcionou ataques à Corte e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o país se acostumou a situações que, em outros momentos, teriam levado multidões às ruas.

A caminhada tem forte apelo simbólico. Ao justificar o gesto, Nikolas relembrou as mobilizações populares que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, como prova de que a pressão popular pode mudar os rumos do país.

“Hoje, sobrou a nossa voz. E se Deus me deu essa voz, eu vou usá-la”, declarou.

O ato começou a atrair outros nomes da direita. Já confirmaram participação os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além dos vereadores Lucas Pavanato (PL-SP), Fernando Holiday (PL-SP) e Dinho Souza (PL-ES), e do deputado estadual Lucas Polese (PL-ES). André Fernandes e Gustavo Gayer já se encontraram com Nikolas ao longo do trajeto.

Ao longo da caminhada, o deputado tem reforçado que o protesto pede a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, e questiona a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, classificados pela Justiça como tentativa de golpe de Estado.

A mobilização ocorre poucos dias depois de Nikolas voltar ao centro do debate nacional ao divulgar vídeos sugerindo que o governo federal estaria monitorando e planejando taxar o Pix. As informações foram negadas pela Receita Federal e rebatidas publicamente pelo presidente Lula, mas tiveram ampla repercussão nas redes sociais, ampliando a base de apoio do parlamentar e aprofundando o clima de polarização no início de 2026.

Com a chegada prevista para o fim de semana, aliados esperam transformar o ato em Brasília em uma demonstração de força política da direita, marcando mais um capítulo da tensão crescente entre setores conservadores, o Judiciário e o governo federal.

m meio ao tratamento contra o câncer, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Rita, em Vitória, passam a contar com uma nova iniciativa voltada ao acolhimento, ao bem-estar e à autonomia. A Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc) abriu vagas para voluntários interessados em ministrar oficinas de artesanato na Casa Rosa, espaço mantido pela instituição para apoio a pacientes oncológicos.

A ação integra um projeto de inclusão produtiva que utiliza a arte como instrumento de cuidado durante o tratamento. As oficinas oferecem momentos de aprendizado e convivência, ajudando os pacientes a ocupar o tempo de forma positiva, reduzir o estresse e fortalecer a autoestima, frequentemente abalada pelo diagnóstico e pelos efeitos físicos e emocionais da doença.

Além do aspecto terapêutico, o projeto também busca resultados práticos. As atividades desenvolvidas nas oficinas podem se transformar em uma alternativa de geração de renda, ampliando as possibilidades de independência financeira e preservando a dignidade dos pacientes em um período marcado por limitações e desafios.

Ao atuar como voluntário, o participante contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida de pessoas em tratamento oncológico, compartilhando saberes, experiências e criando vínculos. Para a presidente da Afecc, Marilucia Dalla, o voluntariado precisa ir além da boa intenção.

“O voluntariado bem feito é aquele que gera impacto real, promove inclusão e deixa marcas positivas tanto em quem recebe quanto em quem doa”, afirma.

Os interessados em participar do projeto ou obter mais informações podem entrar em contato com a Afecc pelo telefone (27) 3334-8135.

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