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CUT retoma cadeira no Conselho Nacional da Juventude

 Publicado: 04 Julho, 2024 – 13h32 | Última modificação: 04 Julho, 2024 – 14h33

A juventude representa hoje 23% da população brasileira, ou aproximadamente 50 milhões de pessoas de 15 a 19 anos que precisam de oportunidades e abertura para o desenvolvimento social. Na próxima terça-feira (9) o país dá mais um passo para a inclusão participativa dos jovens com a posse do novo Conselho Nacional da Juventude, o Conjuve. 

Em dezembro de 2023, o governo federal assinou um decreto retomando o número original de cadeiras da criação do Conjuve, de 2008. Agora, o grupo volta a ter 60 cadeiras: 40 destinadas a organizações da sociedade civil, e 20 para representantes de órgãos do poder público. 

Nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro esse número foi reduzido para 30 no total, e a participação da sociedade civil reduzida a quase nenhuma. Neste período, de 2017 a 2022, a CUT, que ocupava uma cadeira no conselho desde 2008, ficou sem representação. Na nova gestão, a secretária nacional da Juventude da CUT, Cristiana Paiva Gomes, assume a cadeira da juventude trabalhadora e sindicalista. 

“Nos últimos anos os jovens foram completamente desconsiderados, e foram dos mais impactados pelo desmonte de políticas públicas. Agora temos um enorme desafio de contribuir para a reconstrução dessas políticas”, afirmou a secretária. 

Com e retomado do Conselho ampliado, os jovens terão mais espaço para discutir e propor soluções concretas para os desafios enfrentados por essa parcela da sociedade. O Conselho, composto por representantes da sociedade civil, atuará como mediador entre a juventude e o governo, com o objetivo de buscar novas estratégias para promover o desenvolvimento de políticas públicas mais eficientes e inclusivas.

Um dos principais trabalhos do Conjuve neste ano será a finalização do Plano Nacional de Juventude, iniciado no fim de 2023 e que segue com as consultas regionais. Dentro do plano e do próprio conselho, Cristiana explica que a representação da CUT deve jogar peso nas discussões sobre as condições de trabalho a que a juventude está submetida neste momento. 

“Milhares de jovens não sabem o que é ter a carteira de trabalho assinada. Sabemos que os trabalhos por aplicativo são ocupados majoritariamente por jovens, então queremos que nós e a própria Secretaria Nacional de Juventude incida mais nesta discussão junto com os outros ministérios”, explicou a secretária. 

Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2021 revelou uma alta vulnerabilidade dos mais jovens em tempos de crise. Os choques podem deixar marcas permanentes sobre a trajetória de ascensão social de toda uma geração. Trata-se do chamado efeito cicatriz, quando o mercado de trabalho precário no início de carreira compromete a renda desse profissional por toda a vida. 

Com a chegada da pandemia, a taxa de jovens que nem estudam nem trabalham acelera, passando de 23,66% para o recorde histórico de 29,33% no segundo trimestre de 2019, depois refluindo para 25,52% até o fim  de 2020. Hoje, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), cerca de 9 milhões de jovens estão sem trabalhar ou estudar.  

Além disso, o estudo mostra que a pandemia para a juventude foi marcada por perdas trabalhistas, ampliando a magnitude do impacto dessas perdas na última década. Só na pandemia, a desocupação na faixa de 15 a 29 anos sobe de 49,37% para 56,34%, outro recorde histórico. 

A ideia é que a retomada da participação da sociedade civil nas políticas públicas a partir do Conjuve colabore para mudar esse quadro. Segundo Nilson Florentino Júnior, coordenador de Políticas Transversais para Juventude da Secretaria Nacional de Juventude, pasta subordinada à Secretaria-Geral da Presidência da República, o processo de seleção da nova gestão contou com ampla participação, garantindo representações diversas. 

“Quando falamos em juventude nunca estamos falando de um tipo de juventude. São muitas. São realidades muito diversas. A juventude é muito plural. Por isso, a preocupação em ter um Conjuve com ampla representação nos era uma questão central”, disse. 

A pluralidade de perfis sócio econômicos também é uma preocupação da secretária nacional de Juventude da CUT. Cristiana afirmou que mesmo o tema do trabalho, já segmentado, é preciso diferenciar as necessidades e questões que vivem os jovens mais próximos da adolescência daqueles com idade e carreiras mais avançadas.

“A juventude do campo quer ficar no campo, e a juventude da cidade precisa de moradia digna. São esses desafios que nós teremos para pautar a juventude de maneira transversal dentro dos ministérios do governo”, afirmou. 



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Redação O Fator Brasil

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