Bia Haddad avança no Australian Open; João Fonseca é eliminado

O começo de quinta-feira (16) foi agridoce para o torcedor brasileiro que vem acompanhando o Australian Open. Isso porque Beatriz Haddad Maia avançou para a terceira rodada, enquanto João Fonseca foi eliminado.

Curiosamente, os dois atuaram na 1573 Arena, no Melbourne Park, em Melbourne, na Austrália. Coube a eles, inclusive, fechar a sessão que contou com quatro partidas, sendo que Bia Haddad foi a primeira a entrar em quadra.

Bia Haddad x Erika Andreeva

Após estrear com dificuldades contra a argentina Julia Riera, a brasileira venceu a russa Erika Andreeva por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3) sem maiores problemas em 1h20. A paulista quebrou o saque no terceiro e no sétimo games, manteve o serviço e fechou o primeiro set.

O segundo set começou com a adversária abrindo 2 a 0 ao quebrar o saque no segundo game. Bia Haddad, porém, se recuperou e empatou em 2 a 2 logo depois. A russa manteve o saque na sequência, mas a brasileira embalou quatro games consecutivos e fechou o segundo e decisivo set.

Bia Haddad agora vai enfrentar a russa Erika Andreeva na terceira fase. Quem passar para as oitavas de final vai encarar a vencedora do duelo entre a ucraniana Elina Svitolina contra a mexicana Renata Zarazua ou a italiana Jasmine Paolini. Dias e horários das próximas fases ainda serão divulgados.

Depois de conquistar o Next Gen Finals e o Challenger 125 de Camberra, furar o qualifying e eliminar o russo Andrey Rublev na estreia em chave principal de Grand Slam, João Fonseca conheceu a primeira derrota após 14 vitórias consecutivas. O brasileiro — de apenas 18 anos — caiu em uma batalha de cinco sets diante do italiano Lorenzo Sonego ((6) 6/7, 6/3, 6/1, 3/6 e 6/3) em 3h37.

O primeiro set teve ambos mantendo o serviço, levando ao tie-break. No quinto ponto, João Fonseca conseguiu o mini-break. Na sequência, manteve o saque e abriu 5 a 2. Depois, chegou a ter 6 a 3, mas Sonego embalou e empatou em 6 a 6. O italiano, porém, teve dois erros não forçados de forehand e viu o brasileiro abrir 1 a 0.

O segundo set teve uma quebra do italiano sobre o brasileiro logo no terceiro game. Depois, ambos mantiveram o saque até o 5 a 3 para Sonego, que voltou a derrubar o serviço no nono game, empatando a partida em 1 a 1. O terceiro set foi o mais tranquilo para o europeu.

Sonego não venceu apenas o segundo game e não teve o saque ameaçado em nenhum momento para ganhar por 6 a 1 e virar o duelo para 2 a 1. O quarto set, por outro lado, teve Fonseca quebrando logo no segundo game, mantendo o serviço, abrindo 3 a 0 e garantindo o saque para fazer 6 a 3 e empatar a partida em 2 a 2.

O momento-chave do confronto foi o oitavo game do quinto set, cujos games até ali tinha sido vencido apenas pelos sacadores. O brasileiro até abriu 30 a 0, mas perdeu quatro pontos em sequência e teve o saque quebrado. O italiano manteve o serviço na sequência e fechou o set em 6 a 3 para vencer o jogo por 3 a 2.

Sonego vai enfrentar o húngaro Fabian Marozsan na terceira fase. Nas oitavas de final, um deles vai encarar o vencedor da partida entre o francês Corentin Moutet contra o americano Learner Tien ou o russo Daniil Medvedev. Dias e horários das próximas fases ainda serão divulgados.

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Redação O Fator Brasil

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que articula uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a parlamentar, o encontro está agendado para a próxima segunda-feira (19).

A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), após a transferência de Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, mais especificamente para a unidade conhecida como “Papudinha”, dentro do complexo penitenciário. Para Damares, a situação do ex-presidente configura uma violação de direitos fundamentais.

“O que estamos assistindo com o nosso eterno presidente Jair Bolsonaro é uma violação brutal dos Direitos Humanos”, afirmou a senadora. Ela sustenta que a detenção desconsidera as condições de saúde do ex-chefe do Executivo.


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que articula uma reunião na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a parlamentar, o encontro está agendado para a próxima segunda-feira (19).

A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), após a transferência de Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, mais especificamente para a unidade conhecida como “Papudinha”, dentro do complexo penitenciário. Para Damares, a situação do ex-presidente configura uma violação de direitos fundamentais.

“O que estamos assistindo com o nosso eterno presidente Jair Bolsonaro é uma violação brutal dos Direitos Humanos”, afirmou a senadora. Ela sustenta que a detenção desconsidera as condições de saúde do ex-chefe do Executivo.

Aliados políticos e a defesa de Bolsonaro têm reforçado o pedido de prisão domiciliar, alegando que ele enfrenta um quadro de saúde delicado. Damares destacou que o ex-presidente é idoso, passou por diversos procedimentos médicos nos últimos anos e necessita de acompanhamento constante.

“Bolsonaro é um idoso com a saúde extremamente debilitada, um homem que precisa de assistência 24 horas por dia”, argumentou.

A senadora afirmou ainda que levará o caso a organismos internacionais como forma de pressionar por uma reavaliação das condições de custódia e do regime de prisão imposto ao ex-presidente.

Com a aproximação das eleições de 2026, o desempenho da bancada federal do Espírito Santo volta ao centro do debate político. O ano marca o encerramento do atual mandato dos deputados eleitos em 2022, e um levantamento feito por revela diferenças significativas na atuação parlamentar dos representantes capixabas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura iniciada em 2023.

A atividade de um deputado federal envolve participação em sessões plenárias, reuniões de comissões, apresentação de projetos de lei, requerimentos, emendas e atuação política em temas de interesse da população. Dentro desse conjunto de atribuições, o uso da tribuna é um dos principais instrumentos para defender posições, propor debates e registrar posicionamentos oficiais.

Nesse quesito, o desempenho do deputado Amaro Neto (Republicanos) chama atenção negativamente. Comunicador profissional e ex-apresentador de televisão, Amaro não realizou nenhum discurso em plenário, na ordem do dia, ao longo dos três anos de mandato analisados. O dado contrasta com a expectativa em torno de um parlamentar conhecido pela atuação na mídia e pela retórica direta.

No extremo oposto está o deputado Helder Salomão (PT), que lidera o ranking de discursos entre os capixabas. Foram 250 participações em plenário, mais da metade concentradas apenas em 2025, período marcado por debates intensos no Congresso Nacional sobre temas econômicos, sociais e institucionais. A frequência reforça o perfil combativo e ideológico do parlamentar, alinhado às pautas defendidas pelo partido.

Logo atrás aparece Gilson Daniel (Podemos), que somou 246 discursos no plenário ao longo da legislatura. O deputado se destacou pela presença constante nos debates e pela atuação em temas ligados à gestão pública, municipalismo e desenvolvimento regional, mantendo ritmo semelhante ao de Helder Salomão.

O levantamento evidencia que, embora todos os parlamentares cumpram formalmente suas funções legislativas, há diferenças expressivas na forma como cada um ocupa o espaço político e institucional da Câmara. Enquanto alguns apostam no embate discursivo e na visibilidade do plenário, outros adotam uma atuação mais discreta, concentrada em bastidores, comissões ou articulações específicas.

Com o calendário eleitoral se aproximando, esses números tendem a ganhar peso no julgamento do eleitorado capixaba. A avaliação sobre presença, protagonismo e engajamento no debate nacional pode se tornar um fator decisivo para a renovação ou manutenção dos mandatos em 2026.

O senador Flávio Bolsonaro (foto), afirmou nesta quinta-feira (15) que não pretende cobrar apoio público ou engajamento imediato de aliados à sua pré-candidatura à Presidência da República. As declarações foram dadas após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Segundo Flávio, o ritmo de adesão dos aliados deve ser respeitado e não haverá pressão interna por manifestações mais enfáticas neste momento do processo eleitoral.

“Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém”, disse o senador.


O senador Flávio Bolsonaro (foto), afirmou nesta quinta-feira (15) que não pretende cobrar apoio público ou engajamento imediato de aliados à sua pré-candidatura à Presidência da República. As declarações foram dadas após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Segundo Flávio, o ritmo de adesão dos aliados deve ser respeitado e não haverá pressão interna por manifestações mais enfáticas neste momento do processo eleitoral.

“Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém, disse o senador.

Apesar do tom conciliador, Flávio foi categórico ao afirmar que sua pré-candidatura está consolidada e não admite recuos. De acordo com ele, a indicação partiu diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro e não há espaço para alternativas dentro do grupo político.

“Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta, declarou.

O senador também negou a existência de divisão ou racha no campo da direita, tese que tem sido levantada diante de movimentações de outras lideranças com pretensões eleitorais para 2026. Para Flávio, as divergências internas não configuram ruptura e o foco deve permanecer no enfrentamento ao atual governo federal.

“Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio à reorganização do campo conservador para as eleições presidenciais de 2026, com Jair Bolsonaro mantendo influência direta nas articulações políticas, mesmo fora do cenário eleitoral direto. As informações foram divulgadas pelo site Poder360.

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