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Quem julgará o juiz?

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Weverton Santiago - Teólogo e Cientista PolíticoWeverton Santiago – Teólogo e Cientista Político, com especialização em comunicação política.

 

Eu não sou bolsonarista, tampouco sou Lulista e o presente momento não me permite ser o “isentão” sentado no confortável muro da conveniência.

Sou um cidadão lúcido, formado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Rio de Janeiro e também sou graduado em Ciências Políticas, com especialização em comunicação. Política para mim sempre foi objeto de estudo, reflexão e realização. Ontem (28), recebi a notícia da prisão do deputado estadual Capitão Assunção, eleito em 2022 com 98.669 votos. Não convivo com o capitão Assunção, o conheço somente das páginas dos jornais e nada mais.

Acompanhando o noticiário, testemunhei uma imagem absolutamente desconfortável, no qual o parlamentar estava dentro de uma viatura da polícia federal, sendo conduzido para o Quartel Geral da Polícia Militar do Estado, uma cena triste e que em nada enriquece a política como matéria. Eu sou daqueles que acreditam que a política se resolve por meio da política, com a devida observância e não com a intromissão truculenta dos poderes.

Destarte, concordo que tudo aquilo que ultrapassa os limites da lei precisa ser apurado e exemplarmente punido. Agora, não é aceitável que parte da sociedade brasileira seja marginalizada e transformada em bandida do dia para noite. Não sejamos hipócritas, a politização do direito e o legalismo são antigos aliados do farisaísmo e da demagogia política. Por isso, não adianta condenar o queijo e não punir o rato. Essa postura “xerifal” regada a vara de marmelo é muito perigosa e pode provocar reações inimagináveis, que vão muito além do necessário equilíbrio.

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Sem querer comparar ou justificar qualquer ato que desrespeite e afronte a nossa sacra democracia, não podemos esquecer que o lado governamental que agora detém o poder da caneta, até “ontem” protagonizou a corrupção, manchou e envergonhou a recente história da política brasileira. Sim, faltou exemplo e decência para muita gente que hoje aparece diante das câmeras como ferrenho defensor da honra e do Estado de Direito Democrático.

Enfim, o Brasil precisa de políticas públicas positivas e eficientes, a máquina é muito pesada, bastante cara e não aguenta mais “se” mover e “se” contorcer para atender o paladar político de grupo A ou B a cada quatro anos. Tem hora que precisamos acalmar nossas paixões e buscar o esquecido e subutilizado bom senso, pois a letra ou o letrismo costumam coar mosquitos e engolir camelos.

Em dias da “Casa Verde” de Simão Bacamarte, personagem principal da obra de Machado de Assis “O Alienista”, quem julgará o juíz? Essa é a pergunta que muita gente se faz nesse momento.

As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do jornal O Fator Brasil

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O Fator Brasil é um portal de notícias que acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais acontecimentos do Espírito Santo e do Brasil.

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Jingles Políticos: Uma ferramenta poderosa nas campanhas eleitorais

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Vanessa Maurício – Cantora e Compositora, Especialista em Jingles Políticos

Desde o seu surgimento por volta de 1920 nos Estados Unidos, quando os publicitários
começaram a usar a música para promover anúncios, os Jingles têm sido uma ferramenta
poderosa.

A eficácia do jingle vem se amplificando ainda mais, devido a flexibilidade da sua aplicação
nas mais variadas plataformas e formatos: rádio, TV, redes sociais, podcasts, sites, carros
de som etc. Com a popularização das redes sociais, os candidatos têm a possibilidade de alcançar um
público maior.

Para campanhas de médio a grande porte, o ideal é usar no mínimo três jingles, com
estratégia específica para TV, redes sociais e para as ruas. A escolha dos ritmos é determinante para conectar com o público. Os melhores jingles políticos se destacam por sua criatividade, melodia envolvente e provocativa.

O jingle funciona como uma entrevista divertida, você diz tudo que precisa dizer de uma
forma gostosa de ouvir (e se bem feita, gostosa de lembrar). A exemplo de como isso ocorre, por conta de um Jingle, sempre que pensamos em pipoca associamos ao guaraná. E mesmo que a bebida não seja o guaraná, seu cérebro irá apontarnessa direção.

É indiscutível que a qualidade do áudio e o desempenho vocal são ingredientes que não
podem faltar num jingle para maximizar os resultados. Portanto um jingle poderoso é muito
mais que uma modinha “chinfrim”. Quando se quer projetar uma imagem devemos
considerar muito mais que o orçamento na escolha de um jingle, evitar o “ copia e cola”,
para não correr o risco de um péssimo resultado nas urnas e ainda transformá-lo num alvo
de crítica motivadas por concorrentes.

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Portanto, os jingles políticos desempenham um papel crucial nas campanhas eleitorais,
ajudando a aumentar a visibilidade do candidato, criar uma conexão emocional com os
eleitores e diferenciar o candidato em um campo político competitivo.

Além disso, a música tem o poder de influenciar as emoções, é agradável quando bem
escolhida, fisga de forma sutil a atenção de quem ouve, ajuda as pessoas a memorizar a
mensagem, mobiliza os eleitores, criando identidade e pertencimento. Isso tudo faz do jingle uma ferramenta poderosa nas Campanhas Eleitorais.

 

As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do jornal O Fator Brasil

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Marketing, política e poder

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Weverton Santiago - Teólogo e Cientista PolíticoWeverton Santiago – Teólogo e Cientista Político, com especialização em comunicação política.

 

O marketing é a miragem dos olhos e a bela canção dos ouvidos. É a ciência prática que estimula os desejos, arquiteta as vontades e aguça a possessão do consumo.

A política brasileira compreendeu muito bem o potencial do marketing e os marqueteiros descobriram a chave funcional do mercado, materializando o ideal de felicidade de muita gente, uma cobiça incurável e irreversível.

O resultado dessa “ditadura do dinheiro” são campanhas cada vez mais caras e a conta cada vez mais alta para a manipulável sociedade pagar. A supervalorização do marketing transformou o marqueteiro no “dono” da Coca Cola e o político na Coca Cola, uma relação de criador e criatura.

Com isso, todo esforço em pesquisa, planejamento e projeto se desfazem com água nas mãos, porque um sorriso esbranquiçado e um rostinho bem trabalhado têm muito mais alcance nessa oquidão política, uma vertiginosa despolitização da própria política, uma fórmula sem conteúdo e um conteúdo sem fórmula.

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Nessa hedônita onda de criar o produto e controlar seus efeitos, a política personal ganhou musculatura e a ideia de colegiado se raquitizou. Aprendamos a dura lição desse comércio: “os barões do marketing não têm compromisso algum com o caminho, eles só querem saber do resultado, não importa quem nasceu ou morreu”. Para essa gente que coisificou a política e que acha que coloriu os céus, coisas são muito mais importantes do que pessoas, você e eu.

Assim, o marketing vai inventando perguntas e respostas, nesse jogo de sedução entre a política e o poder.

As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do jornal O Fator Brasil

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ALES garantindo o equilíbrio dos Três Poderes da República

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Welker Miranda, professor licenciado em história, pós-graduado em Educação a distância e Docência no Ensino Superior. Graduando em filosofia e teologia.

No século XVIII, a Europa mergulhava nas ideias do movimento Iluminista, que veio com a proposta da questão da razão/ciência para esclarecer todos os aspectos da vida população (dos assuntos mais simples aos mais complexos). Na França surge, Charles de Montesquieu, autor do livro O Espírito das Leis. Em seus questionamentos, Montesquieu conclui que a única lei que pode governar todos as pessoas era a criada pela razão provida por Deus, o que os diferenciava dos demais animais e os impulsionava a viver em sociedade através do respeito às leis naturais de busca de alimentos e de paz.

Todavia, o desenvolvimento da sociedade civil acabaria por gerar confrontos. Portanto, necessárias para fundamentar as leis, que seria adaptadas de acordo com cada sociedade. Considerado um dos livros fundamentais do Iluminismo, ele é a base da divisão da política moderna em Três Poderes, são eles: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Para Montesquieu, existem três formas (sistema) de governo: monarquia, república e despotismo, este último, sendo essencialmente corrupto, devido ao fato dos déspotas aplicarem a violência para continua no poder. De acordo com Montesquieu, a monarquia é considerada o mais efetivo governo por meio da autoridade firmeza e honra pelo soberano.

Apesar disso, sua proposta da divisão dos três poderes – influenciou a maioria dos governos do regime republicano. A intenção de Montesquieu era garantir o equilíbrio dos três poderes, mesmo numa monarquia.

Depois dessa aula de história, voltando ao século XXI, Assembleia Legislativa do Espírito Santo está vivendo um dos melhores dias da sua história. No ano que completa 190 anos, a casa de leis capixaba, vive dias de protagonismo na defesa de preceitos fundamentais para a sociedade; como a do equilíbrio, da liberdade, da democracia e da Constituição Federal de 1988. Na última semana de fevereiro, a ALES foi pega de surpresa por conta de uma medida arbitrária do Ministro Alexandre de Moraes, decretando a prisão do Deputado Estadual Capitão Assumção (detido pela PF durante um culto na igreja), sem consentimento do poder Legislativo.

Os deputados votaram por 24 a 4 a favor da liberdade do deputado. Na última semana, teve outra decisão histórica pela liberdade econômica do Estado. A ALES derrubou o veto do Governador (Socialista) Renato Casagrande, do projeto de lei de autoria do Deputado Lucas Polese do Partido Liberal, que revoga as exigências das plaquinhas no comércio, garantindo assim a liberdade para os comerciantes e livrando-os de multas que podem chegar cinco mil reais.

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A ALES demostrou coragem e equilíbrio nesses e em outros casos, que todo o país siga o exemplo dos capixabas em não aceitar o despotismo do Judiciário ou de qualquer poder que não respeite a Constituição.

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