Conecte-se Conosco

Artigos

Artigo: Kleber Bambam, Marketing e Política

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Weverton Santiago - Teólogo e Cientista PolíticoWeverton Santiago – Teólogo e Cientista Político, com especialização em comunicação política.

 

Na madrugada do último sábado para domingo, parte do Brasil parou para assistir à luta entre o tetracampeão mundial de boxe Acelino Popó e Kleber Bambam, campeão da primeira edição do Big Brother (2002). O resultado foi óbvio, Bambam foi nocauteado em menos de 40 segundos, literalmente, uma surra.

Inicialmente, a luta entre Bambam e Popó não enchia os olhos dos apreciadores do boxe, era mais um falastrão contra um multi-campeão. Contudo, esse “sem noção” deu aula de como se vender uma ideia, partindo do criativo mundo do marketing, vejamos:

1. PROVOCAÇÃO: “Eu vou chocar o mundo”. Essa foi a frase dos últimos meses de Kleber Bambam, provocando um empoderado campeão. Essa é uma das funções do marketing, provocar algo ou alguém e não se contentar apenas com o paralelismo da própria ideia, porque, a ideia resumida em si, ainda que seja boa e adequada, corre o grande risco de não produzir nenhum efeito. No mundo do marketing, uma ideia provocativa é melhor do que uma verdade tímida.

2. SENTIMENTO: “Eu queria muito bater nesse cara, ele desrespeitou um campeão”. Essas palavras foram ditas por Popó, ainda em cima do ringue, após nocautear seu oponente. Ou seja, Bambam atingiu seu objetivo, mexer com o sentimento do experiente pugilista. Nas entrevistas concedidas ou nas participações dos diversos podcasts, Bambam vendia a ideia que apenas um soco era suficiente para fazer Popó beijar a lona. Essa estratégia não despertou somente a fúria de Popó, ela agitou seus fãs e deu ao desafiante o tamanho que ele não tinha. Bambam provocou, produziu sentimentos e ganhou a estatura necessária para vender a sua ideia, isso é “marketing raiz”.

Publicidade

3. PROBLEMA: Ao provocar e despertar a fúria do seu alvo, Bambam ganhou um problema, sem a responsabilidade de resolvê-lo. No universo do marketing, o problema precisa ser provocado e a sua solução tem que ser vendida homeopaticamente e com dramáticos requintes. Imagina o peso do problema que Bambam lançou sobre os ombros do campeão? Na verdade, quem tinha um problema para resolver em cima do ringue era o Popó, que até de trapaça foi acusado. Intransferivelmente, Kleber Bambam alugou um triplex na cabeça de Popó e colocou em suas mãos a missão da autoafirmação. É como brigar com bêbado, se bater é covardia, se apanhar é vergonha. O marketing precisa encontrar ou construir um problema, no qual a solução é não deixar seu adversário encontrar ou construir a solução.

4. VENDER A IDEIA: “Essa luta, só de patrocinadores, já deu mais de dois ou três prêmios de BBB”. Quem afirmou isso foi o próprio Kleber Bambam, mostrando que sua verdadeira guerra não estava no ringue, estava fora. Ele provocou, despertou sentimento, arrumou um problema e vendeu caro muito caro a sua ideia. Segundo especulações, entre patrocinadores e casas de apostas, Bambam e Popó embolsaram 03 milhões de reais, cada um, uma aula de marketing. Friamente, fora dos limites do boxe, ninguém assistiria um confronto entre um influenciador e um campeão aposentado. Mas, a possibilidade de “chocar o mundo” ainda que fosse uma realidade bem distante, virou tema de discussão nos bares, no trabalho e principalmente nas redes sociais. Quantos rounds ele vai aguentar, quantos segundos? Não importa, fale bem ou fale mal, mas fale de mim, essa foi a inflacionada ideia vendida por Bambam e deu muito certo. Mais do que vender a ideia, os ditos gurus do marketing precisam convencer o outro a comprar a ideia, partindo da premissa provocativa, do sentimento descoberto e do problema causado. Sem isso, é luz de vela apagada, um competente planejamento do erro.

Assim, em mais um ano eleitoral, o marketing continua sendo a miragem dos olhos, a bela canção dos ouvidos, a ciência que estimula os desejos, arquiteta as vontades e aguça a possessão do consumo, onde aqueles que estão no envaidecido ramo precisam descobrir a chave funcional do mercado e materializar o ideal de felicidade ou a incurável cobiça das diversas camadas da sociedade.

Politicamente, a supervalorização do marketing transformou o marqueteiro no “dono” da Coca-Cola e o político na Coca-Cola, marcando a relação de criador e criatura, uma fórmula sem conteúdo e um conteúdo sem fórmula.

Enfim, o marketing segue inventando perguntas e respostas, nesse emblemático jogo de sedução entre domínio e o poder, quesitos que Kleber Bambam deu aula e colocou muita gente assoberbada no seu humilde bolso!

Publicidade

As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do jornal O Fator Brasil

O Fator Brasil é um portal de notícias que acredita no Jornalismo comprometido com a verdade dos fatos e com a ética, trazendo sempre os principais acontecimentos do Espírito Santo e do Brasil.

Artigos

Jingles Políticos: Uma ferramenta poderosa nas campanhas eleitorais

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Vanessa Maurício – Cantora e Compositora, Especialista em Jingles Políticos

Desde o seu surgimento por volta de 1920 nos Estados Unidos, quando os publicitários
começaram a usar a música para promover anúncios, os Jingles têm sido uma ferramenta
poderosa.

A eficácia do jingle vem se amplificando ainda mais, devido a flexibilidade da sua aplicação
nas mais variadas plataformas e formatos: rádio, TV, redes sociais, podcasts, sites, carros
de som etc. Com a popularização das redes sociais, os candidatos têm a possibilidade de alcançar um
público maior.

Para campanhas de médio a grande porte, o ideal é usar no mínimo três jingles, com
estratégia específica para TV, redes sociais e para as ruas. A escolha dos ritmos é determinante para conectar com o público. Os melhores jingles políticos se destacam por sua criatividade, melodia envolvente e provocativa.

O jingle funciona como uma entrevista divertida, você diz tudo que precisa dizer de uma
forma gostosa de ouvir (e se bem feita, gostosa de lembrar). A exemplo de como isso ocorre, por conta de um Jingle, sempre que pensamos em pipoca associamos ao guaraná. E mesmo que a bebida não seja o guaraná, seu cérebro irá apontarnessa direção.

É indiscutível que a qualidade do áudio e o desempenho vocal são ingredientes que não
podem faltar num jingle para maximizar os resultados. Portanto um jingle poderoso é muito
mais que uma modinha “chinfrim”. Quando se quer projetar uma imagem devemos
considerar muito mais que o orçamento na escolha de um jingle, evitar o “ copia e cola”,
para não correr o risco de um péssimo resultado nas urnas e ainda transformá-lo num alvo
de crítica motivadas por concorrentes.

Publicidade

Portanto, os jingles políticos desempenham um papel crucial nas campanhas eleitorais,
ajudando a aumentar a visibilidade do candidato, criar uma conexão emocional com os
eleitores e diferenciar o candidato em um campo político competitivo.

Além disso, a música tem o poder de influenciar as emoções, é agradável quando bem
escolhida, fisga de forma sutil a atenção de quem ouve, ajuda as pessoas a memorizar a
mensagem, mobiliza os eleitores, criando identidade e pertencimento. Isso tudo faz do jingle uma ferramenta poderosa nas Campanhas Eleitorais.

 

As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do jornal O Fator Brasil

Publicidade
Continue Lendo

Artigos

Marketing, política e poder

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Weverton Santiago - Teólogo e Cientista PolíticoWeverton Santiago – Teólogo e Cientista Político, com especialização em comunicação política.

 

O marketing é a miragem dos olhos e a bela canção dos ouvidos. É a ciência prática que estimula os desejos, arquiteta as vontades e aguça a possessão do consumo.

A política brasileira compreendeu muito bem o potencial do marketing e os marqueteiros descobriram a chave funcional do mercado, materializando o ideal de felicidade de muita gente, uma cobiça incurável e irreversível.

O resultado dessa “ditadura do dinheiro” são campanhas cada vez mais caras e a conta cada vez mais alta para a manipulável sociedade pagar. A supervalorização do marketing transformou o marqueteiro no “dono” da Coca Cola e o político na Coca Cola, uma relação de criador e criatura.

Com isso, todo esforço em pesquisa, planejamento e projeto se desfazem com água nas mãos, porque um sorriso esbranquiçado e um rostinho bem trabalhado têm muito mais alcance nessa oquidão política, uma vertiginosa despolitização da própria política, uma fórmula sem conteúdo e um conteúdo sem fórmula.

Publicidade

Nessa hedônita onda de criar o produto e controlar seus efeitos, a política personal ganhou musculatura e a ideia de colegiado se raquitizou. Aprendamos a dura lição desse comércio: “os barões do marketing não têm compromisso algum com o caminho, eles só querem saber do resultado, não importa quem nasceu ou morreu”. Para essa gente que coisificou a política e que acha que coloriu os céus, coisas são muito mais importantes do que pessoas, você e eu.

Assim, o marketing vai inventando perguntas e respostas, nesse jogo de sedução entre a política e o poder.

As opiniões contidas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do jornal O Fator Brasil

Continue Lendo

Artigos

ALES garantindo o equilíbrio dos Três Poderes da República

Redação O Fator Brasil

Publicado

em

Welker Miranda, professor licenciado em história, pós-graduado em Educação a distância e Docência no Ensino Superior. Graduando em filosofia e teologia.

No século XVIII, a Europa mergulhava nas ideias do movimento Iluminista, que veio com a proposta da questão da razão/ciência para esclarecer todos os aspectos da vida população (dos assuntos mais simples aos mais complexos). Na França surge, Charles de Montesquieu, autor do livro O Espírito das Leis. Em seus questionamentos, Montesquieu conclui que a única lei que pode governar todos as pessoas era a criada pela razão provida por Deus, o que os diferenciava dos demais animais e os impulsionava a viver em sociedade através do respeito às leis naturais de busca de alimentos e de paz.

Todavia, o desenvolvimento da sociedade civil acabaria por gerar confrontos. Portanto, necessárias para fundamentar as leis, que seria adaptadas de acordo com cada sociedade. Considerado um dos livros fundamentais do Iluminismo, ele é a base da divisão da política moderna em Três Poderes, são eles: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Para Montesquieu, existem três formas (sistema) de governo: monarquia, república e despotismo, este último, sendo essencialmente corrupto, devido ao fato dos déspotas aplicarem a violência para continua no poder. De acordo com Montesquieu, a monarquia é considerada o mais efetivo governo por meio da autoridade firmeza e honra pelo soberano.

Apesar disso, sua proposta da divisão dos três poderes – influenciou a maioria dos governos do regime republicano. A intenção de Montesquieu era garantir o equilíbrio dos três poderes, mesmo numa monarquia.

Depois dessa aula de história, voltando ao século XXI, Assembleia Legislativa do Espírito Santo está vivendo um dos melhores dias da sua história. No ano que completa 190 anos, a casa de leis capixaba, vive dias de protagonismo na defesa de preceitos fundamentais para a sociedade; como a do equilíbrio, da liberdade, da democracia e da Constituição Federal de 1988. Na última semana de fevereiro, a ALES foi pega de surpresa por conta de uma medida arbitrária do Ministro Alexandre de Moraes, decretando a prisão do Deputado Estadual Capitão Assumção (detido pela PF durante um culto na igreja), sem consentimento do poder Legislativo.

Os deputados votaram por 24 a 4 a favor da liberdade do deputado. Na última semana, teve outra decisão histórica pela liberdade econômica do Estado. A ALES derrubou o veto do Governador (Socialista) Renato Casagrande, do projeto de lei de autoria do Deputado Lucas Polese do Partido Liberal, que revoga as exigências das plaquinhas no comércio, garantindo assim a liberdade para os comerciantes e livrando-os de multas que podem chegar cinco mil reais.

Publicidade

A ALES demostrou coragem e equilíbrio nesses e em outros casos, que todo o país siga o exemplo dos capixabas em não aceitar o despotismo do Judiciário ou de qualquer poder que não respeite a Constituição.

Continue Lendo
Publicidade
Publicidade

Política

Publicidade

Tendência