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Espírito Santo

Governo do ES institui Centro Integrado de Comando e Controle de Arboviroses

Redação O Fator Brasil

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O cenário epidemiológico atual das Arboviroses no Brasil, em especial das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti como dengue, chikungunya e zika, é um alerta importante para o comportamento desses vírus no território capixaba. Com objetivo de integrar esforços de diferentes setores do Estado no enfrentamento ao mosquito e reduzir número de casos e óbitos, o Governo do Espírito Santo instituiu o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses.

Também como medida de resposta célere para ações administrativas e assistenciais, o Governo do Estado decretou a Situação de Emergência em Saúde Pública em razão do cenário epidemiológico das arboviroses. Os anúncios foram feitos nesta quarta-feira (21) pelo governador Renato Casagrande após reunião com prefeitos, no Palácio Anchieta.

O Centro, inicialmente, integrará ações conjuntas da Secretaria da Saúde (Sesa), da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo e do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com a possibilidade de articulação de demais órgãos, com reuniões semanais.

Além disso, o governador Renato Casagrande anunciou o repasse de R$ 2 milhões aos municípios capixabas para enfrentamento às arboviroses, que poderão ser utilizados em apoio às ações de redução de risco e dano causado, de acordo com o Plano de Contingência das Arboviroses de cada município.

A criação do CICC tem como princípio integrar, coordenar e articular os órgãos para o enfrentamento às arboviroses a fim de definir soluções e nivelar informações e o uso de recursos.

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“Estamos com uma situação grave em diversos estados do País. Isso exige um reforço nos cuidados que já estamos adotando, além da maior integração das ações. Temos duas pessoas que infelizmente perderam a vida e outros 11 casos em investigação. Alguns municípios montaram uma sala de situação e quem ainda não montou, é importante tomar essa decisão para que fiquem integrados conosco. Temos a Dengue Tipo 1 e Tipo 2, mas em diversos Estados foram identificados o Tipo 3 e Tipo 4”, alertou o governador.

Dados

O Espírito Santo vivenciou, em 2023, a maior epidemia de dengue, com 192.136 casos notificados e 98 óbitos. Atualmente, o Estado é o sexto no ranking brasileiro entre as unidades federativas com maior incidência da doença, ficando atrás do Distrito Federal, Minas Gerais, Acre, Paraná e Goiás.

Além disso, dentro do cenário da dengue, há a circulação no País de quatro sorotipos, sendo notificado no território capixaba apenas os sorotipos DENV-1 e DENV-2, mas já com a circulação confirmada do DENV-3 e DENV-4 em estados que fazem fronteiras, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e na Bahia.

Durante a apresentação, foram mostrados que os dados de 2024 no Espírito Santo já apontam mais de 24 mil casos notificados de dengue, mais de 1,3 mil casos notificados de chikungunya e 507 casos notificados de Zika até a semana epidemiológica (SE) 07.

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“O nosso objetivo é poder trabalhar com todas as forças para reduzir os impactos que estas doenças já têm trazido ao País neste ano, de forma a estabilizar os casos notificados e reduzir os óbitos futuros. E isso será proposto também de forma integrada, com a saúde no centro das ações, mas com a participação importante de todos os demais atores nesta mobilização”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Miguel Duarte.

O subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, acrescentou que foi estabelecida a Sala de Situação da Sesa voltada exclusivamente para os assuntos estratégicos das arboviroses, que possui um importante papel no enfrentamento da epidemia e no fortalecimento dos dados epidemiológicos.

“A Sala de Situação atua desde o monitoramento dos casos bem como a qualificação das informações, de modo que consigamos avaliar a situação epidemiológica das arboviroses por municípios e do Estado como um todo. Desta forma, conseguimos planejar ações e reforçar outras já em vigor para combater as doenças provocadas pelo mosquito”, explicou Orlei.

Estratégias

Para as primeiras ações a serem trabalhadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses, serão definidas ações voltadas ao combate aos focos do vetor, por meio de treinamentos com apoio aos agentes de campo.

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Para o fortalecimento dessas ações, elas serão pautadas de acordo com as informações disponibilizadas no Mapa de Risco, que apontam os municípios com maiores incidências de casos e também os municípios com situações mais críticas. Os dados do Mapa são atualizados diariamente pela equipe técnica da Sesa, de acordo com informações de notificações dos municípios realizados no sistema de notificação compulsória, o e-sus Vigilância em Saúde.

Outra estratégia a ser trabalhada, é o fortalecimento de campanhas educativas em todo território, com suporte de todos setores que integram o CICC. Campanhas que visem o combate ao vetor e também ao cuidado em saúde.

Além disso, a preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma conjunta em todo Estado, como o fortalecimento da testagem de RT-PCR para o diagnóstico das arboviroses, assim como a importância dessa ferramenta para a vigilância genômica dos vírus. O apoio aos municípios com insumos e orientações, tais como a ampliação de salas de hidratação.

Espírito Santo

Cartão Reconstrução começa a ser entregue nos municípios do Sul do Estado

Redação O Fator Brasil

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O governador do Estado, Renato Casagrande, anunciou, nesta segunda-feira (22), o início da entrega do Cartão Reconstrução, direcionado às famílias residentes nos 13 municípios capixabas mais impactados pelas fortes chuvas do mês de março. O valor do auxílio foi reajustado para R$ 3,5 mil, com previsão de atendimento a cerca de 17 mil famílias. O investimento estadual previsto é de mais de R$ 60 milhões.

Serão contempladas famílias residentes nos municípios de Alegre, Alfredo Chaves, Apiacá, Atílio Vivácqua, Bom Jesus do Norte, Guaçuí, Jerônimo Monteiro, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Rio Novo do Sul, São José do Calçado e Vargem Alta.

“Hoje completa um mês do fenômeno ambiental extremo que atingiu 13 municípios da região sul do Estado, principalmente Apiacá e Mimoso do Sul, onde infelizmente tivemos a perda de vidas. Desde então, trabalhamos para o restabelecimento da normalidade nessas cidades. Criamos linhas de financiamento sem juros ou com juros subsidiados para empreendedores, além disso isentamos a população de alguns tributos e taxas, incluindo, a tarifa de água. Outra medida foi a distribuição do Cartão Reconstrução, que é mais uma forma de ajudarmos as famílias  a recuperarem a normalidade de suas vidas”, afirmou o governador.

A secretária de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Cyntia Figueira Grillo, explica que a determinação do governador é para que todas as famílias que têm direito ao auxílio o recebam o mais rápido possível. “Nossas equipes estão há 15 dias trabalhando para garantir que o Cartão Reconstrução possa chegar a quem realmente precisa, no menor espaço de tempo possível, com eficácia e transparência de todo processo”, disse.

O pagamento do benefício será liberado por lotes mensais, à medida que o processo de triagem da documentação das famílias for feito. A previsão é que o pagamento do segundo lote aconteça no dia 17 de maio. Um calendário de pagamento será disponibilizado no site da Setades, nas próximas semanas.

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Nos municípios de Mimoso do Sul, Apiacá e Bom Jesus do Norte, que tiveram os equipamentos públicos afetados de forma mais significativa, o Governo do Estado intensificou a atuação de equipes para restabelecer o atendimento à população. Para agilizar o processo de obtenção do benefício, servidores da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades), em parceria com servidores municipais, estão fazendo a triagem in loco para cadastramento e a validação das famílias que têm direito ao Cartão Reconstrução.

Para saber quem pode ter acesso ao Cartão Reconstrução, acesse: https://setades.es.gov.br/cartao-reconstrucao-perguntas-e-respostas

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Espírito Santo

Espírito Santo registra redução nas taxas de pobreza e extrema pobreza

Redação O Fator Brasil

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O Espírito Santo registrou redução de 3,6 pontos percentuais (p.p) da pobreza e 1,4 p.p da extrema pobreza em 2023. Os dados foram divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), nesta sexta-feira (19), no estudo IJSN Especial Pobreza nos estados brasileiros 2023.

Ainda de acordo com o estudo, no ano de 2023, a taxa de pobreza do Espírito Santo foi de 22,8%, percentual abaixo da média registrada pelo Brasil (27,5%). Com relação à extrema pobreza, o IJSN Especial destaca que a taxa registrada pelo Espírito Santo foi de 2,7%, enquanto a do Brasil foi de 4,4%.

O diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves, Pablo Lira, explica que a redução nas taxas de pobreza e extrema pobreza evidencia o desenvolvimento de um trabalho conjunto. “A integração dos esforços do Governo do Estado com o Governo Federal tanto nas políticas públicas de assistência social, quanto nas ações de melhoria do ambiente econômico, geração de emprego e ampliação da renda, fizeram com que o Espírito Santo alcançasse as menores taxas de pobreza e extrema pobreza de toda a série histórica”, salientou Lira.

Outro dado destacado pelo estudo é o rendimento médio mensal real. Segundo o IJSN Especial, no Espírito Santo em 2023 o valor ficou em R$ 2.907, enquanto no Brasil o rendimento foi de R$ 2.846.

Índice de Gini 

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O Índice de Gini é um indicador que mede o grau de concentração de renda em determinado grupo, auxiliando a mensurar a desigualdade. Quanto mais perto de 1 o índice estiver, maior a concentração de renda e, consequentemente, maior a desigualdade.

Em 2023, com base no rendimento médio mensal real domiciliar, o Espírito Santo registrou um índice de Gini de 0,486, uma redução comparada ao ano de 2022, quando o Gini capixaba ficou em 0,493. Na mesma comparação, o Brasil se manteve estável, com 0,518.

O estudo pode ser acessado na íntegra em: https://ijsn.es.gov.br/publicacoes/sumarios/ijsn-especial

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Espírito Santo

Moradores de Vargem Alta reclamam de abandono da prefeitura e de uso de máquinas em terrenos particulares

Redação O Fator Brasil

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Região de São Benedito está isolada e a Passagem de Jaciguá para o Córrego do Ouro ainda está sem ponte.

Desde as fortes chuvas que atingiram o sul do Estado (22/03), os moradores do município de Vargem Alta alegam que a prefeitura não vem dando a assistência prometida, com algumas áreas isoladas. Foi o que relatou uma moradora da região de São Benedito:

Estou indignada com o que passei para chegar até minha casa. É muito desrespeito com os idosos da região de São Benedito, porque nós ficamos ilhados. Não tem ponte, não tem saída pelas comunidades do Ayd, Guiomar e Ipê que está coberto de lama. Até quando isso vai continuar? Até quando nós vamos ficar aceitando essa situação?”, indagou a dona Rose.

A moradora continua seu desabafo e diz que a administração municipal tirou o direito constitucional dos moradores de ir e vir: “Eu, que tenho 64 anos, meu marido está infartado e a gente perdeu o direito de ir e vir. Pô, o que vocês estão pensando, gente? Que negócio é esse? Até onde isso vai parar? Onde está o respeito com as pessoas de idade? Onde está o respeito com o povo, onde está o nosso direito de ir e vir? Eu quero que alguém responda, a razão de tirar o nosso direito de ir e vir. Autoridades resolvam a situação de São Benedito”, concluiu a senhora.

Outro relato trouxe à tona a suspeição que a prefeitura estaria usando as máquinas públicas em áreas particulares e que não são prioridades no município: “Um absurdo a prefeitura beneficiar gente que não precisa, usando as máquinas para particulares. Temos imagens das máquinas atendendo a terceiros e vamos acionar os órgãos de fiscalização. Tem moradores ilhados e que até hoje não receberam nenhum tipo de assistência da Prefeitura de Vargem Alta”, questionou outro morador, que não quis se identificar.

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As fortes chuvas que atingiram a região Sul no mês passado obrigaram o Governo do Estado a decretar “Situação de Emergência” nos seguintes municípios: Alegre, Alfredo Chaves, Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Guaçuí, Jerônimo Monteiro, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Rio Novo do Sul, São José do Calçado e Vargem Alta.

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