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“Grande tristeza”, diz viúva de Merlino após decisão do STJ

Redação O Fator Brasil

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A viúva do jornalista Luiz Eduardo Merlino, torturado e assassinado pela ditadura militar, criticou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou a condenação do ex-coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Para Ângela Mendes de Almeida, o entendimento é uma “grande tristeza” para a família..

Na quarta-feira (29), a Quarta Turma do STJ negou a tentativa dos familiares de Merlino de serem indenizados pelos atos de tortura praticados por Ustra por entender que o pedido prescreveu. O ex-coronel morreu em 2015, e a ação era movida contra seus familiares.

Após o anúncio do resultado do julgamento, Ângela afirmou à Agência Brasil que a decisão mostra que o Judiciário brasileiro é conservador.

“É uma grande tristeza para nós e para este país, que não revisa o seu passado”, afirmou.

A viúva também disse que o tribunal descartou a imprescritibilidade de crimes contra a humanidade.

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“O argumento vencedor apresentado pela juíza Isabel Gallotti reconhece o fato como crimes horrendos e repugnantes, mas recorre a um artifício burocrático para definir que não é à pessoa, e sim ao Estado, a que se deve recorrer”, completou.

O advogado Joelson Dias, representante da família Merlino, disse à Agência Brasil que vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a decisão.

Integrante do Partido Operário Comunista na época da ditadura militar, Merlino foi preso em 15 de julho de 1971, em Santos, e levado para a sede do DOI-Codi, então chefiado por Ustra, onde foi torturado por cerca de 24 horas e morto quatro dias depois.

Julgamento

O STJ analisou a legalidade da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que derrubou a condenação dos herdeiros de Ustra a pagarem R$ 100 mil para a viúva e a irmã de Merlino, além de reconhecer a participação do então coronel nas sessões de tortura que mataram o jornalista.

O julgamento começou em agosto deste ano, quando o relator, ministro Marco Buzzi, votou pela anulação da decisão do tribunal paulista e determinou que a primeira instância julgue o caso novamente.

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O relator entendeu que os crimes atribuídos a Ustra podem ser considerados contra a humanidade. Dessa forma, a pretensão de reparação às vítimas e seus familiares não prescreve.

“A qualificação dos atos supostamente praticados pelo agente do DOI-Codi como ilícito contra a humanidade impede a utilização desse instituto, consideradas as gravíssimas violações cometidas contra direitos fundamentais e a proteção jurídica contra a tortura”, afirmou.

O ministro acrescentou que a Lei de Anistia, aprovada em 1979 para perdoar crimes cometidos durante a ditadura, não impede o andamento das ações indenizatórias, que são de matéria cível.

A divergência foi aberta com o voto da ministra Maria Isabel Galotti. Ela repudiou os atos de tortura, mas votou para manter a decisão da justiça paulista ao considerar o caso prescrito.

Após sucessivos adiamentos, na quarta-feira (29) o julgamento foi retomado e, por 3 votos a 2, prevaleceu o voto divergente de Isabel Galotti contra o pedido de indenização. O posicionamento foi seguido pelos ministros João Otávio de Noronha e Raul Araújo. O ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhou o relator e votou pela indenização.

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Polícia Civil prende em flagrante suspeito de homicídio em Conceição de Castelo

Redação O Fator Brasil

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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia (DP) de Conceição de Castelo, prendeu, nessa terça-feira (20), no município de Conceição de Castelo, um homem de 18 anos investigado pelo crime de homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu no Centro da cidade, na madrugada do dia 20, tendo como vítima um homem de 40 anos. A ação ocorreu de forma ininterrupta e contou também com o apoio da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) da 11ª Regional. Na manhã após o crime, duas testemunhas informaram que estavam indo para o trabalho e, ao passarem pela região onde ocorreu o homicídio, notaram que havia um rastro de sangue próximo a um estabelecimento comercial, em direção à rua da Cerâmica. O rastro de sangue terminava em uma moita próxima às margens do rio. Uma das testemunhas, ao se aproximar da moita, percebeu que havia um corpo caído e ensanguentado, momento que acionou de imediato a Polícia. No local, a equipe policial averiguou que se tratava de uma vítima de 40 anos. Por meio de diligências e com o auxílio de câmeras de monitoramento da região, foi possível averiguar que o criminoso golpeou a vítima pelas costas, a arrastou até o local onde o corpo foi encontrado e continuou a esfaqueando diversas vezes. “O autor do crime golpeou a vítima pelas costas, a arrastou até o local onde o corpo foi encontrado e a esfaqueou diversas vezes. O motivo seria uma briga entre a vítima e o autor. Ele também chegou a ludibriar menores de idade, que não sabiam de suas intenções homicidas, para que participassem do crime”, disse a titular da Delegacia de Polícia de Conceição de Castelo, delegada Lorena Robaldo. O detido foi autuado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil, com impossibilidade de defesa da vítima e corrupção de menores, sendo encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV).
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Polícia Civil prende dois suspeitos por morte de feirante em Ataíde, Vila Velha

Redação O Fator Brasil

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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, efetuou, nessa terça-feira (06), a prisão de dois homens, de 19 e 24 anos, apontados como autores do homicídio do feirante Arnildo Friedrich, de 36 anos. As prisões ocorreram no bairro Ataíde, em Vila Velha. O feirante foi morto no dia 07 de janeiro deste ano, após ser atingido por aproximadamente sete tiros no momento em que saía para montar sua barraca na feira, também no bairro Ataíde. De acordo com as investigações, a motivação do crime se deu em razão de uma desavença de cunho pecuniário entre a vítima e o mandante do crime. “A vítima utilizou a conta do mandante para movimentar o dinheiro oriundo de seu comércio, uma vez que as contas que ele usava estavam bloqueadas por ele estar em um processo de divórcio”, afirmou o adjunto da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, delegado Christian Waichert. Posteriormente, o indivíduo teria se apropriado do valor e se recusado a devolver o dinheiro para a vítima. A partir disso, ele planejou o crime e assassinou a vítima juntamente com o outro preso, um homem, de 19 anos. “O indivíduo de 19 anos confessou o crime e nos confirmou informações que já tínhamos levantado sobre a dinâmica do assassinato. Ele afirmou ainda que após o crime, os dois foram para uma distribuidora para beber e comemorar o êxito no crime”, explicou o delegado. Após os procedimentos de praxe, os presos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV), onde permanecem à disposição da Justiça.
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Presidente do PL, Valdemar da Costa Neto é preso em flagrante com arma de fogo

Redação O Fator Brasil

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8). Os agentes encontraram uma arma de fogo na casa do dirigente do partido. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo da operação da PF, realizada em dez estados e que apura a participação de pessoas na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do ex-chefe do Executivo no poder.

Além de Valdemar, o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República Filipe Martins e o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Marcelo Câmara também foram presos. Ambos trabalhavam diretamente com o ex-presidente.

Os agentes apreenderam o passaporte e aplicaram outras medidas restritivas ao ex-presidente. Estão entre os alvos também o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os ex-ministros Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa).

Entre os alvos, estão ainda os ex-ministros Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (GSI) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa).

Ao todo, os agentes cumprem 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

Os policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

 

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